domingo, 4 de março de 2012

Preciso de ajuda


Isto é uma pequena brincadeira que gostava de partilhar.

Nas linhas que se seguem, vai uma pequena história da minha autoria que, enquanto era escrita deixou as letras escapar, perdendo o final. Queria pedir que, pondo a imaginação a funcionar, quem está a ler isto inventasse o final que gostaria que a história tivesse.

Aqui vai a história:

Na aldeia Corrida, numa grande mansão, morava Constância de 9 anos e os seus pais Bernardino e Bernardete. Constância era uma rapariga feliz com muitos amigos e companheiros de brincadeira.

Numa tarde, enquanto regressava da escola, Constância viu uma rapariga também da sua escola a ajudar a mãe que atarefada segurava um bebé ao colo. Não prestando muita atenção, Constância continuou o seu caminho, rindo da situação que observara.

Ao chegar a casa, Constância viu os seus pais a discutir. Indo para o seu grande quarto, Constância cumpriu as tarefas escolares e de seguida foi brincar com as suas inúmeras bonecas.

Quando anoiteceu, Constância foi para a cozinha onde se preparou para jantar com os pais. Depois do jantar, Constância foi ver um pouco de televisão, enquanto os seus pais arrumavam a cozinha.

Poucos minutos depois, Constância ouviu Bernardete dizer:

- Como pudeste fazer isto. Nunca imaginei que andasses no jogo.

Bernardino disse:

- Foi tudo um convite de amigos.

Saindo apressada da cozinha, Bernardete foi para o seu quarto trancando a porta. Pensando tratar-se somente de uma discussão passageira, Constância regressou para o seu quarto, adormecendo.

No dia seguinte, tudo correu como o habitual e Constância esqueceu o que tinha escutado no dia anterior.

Ao regressar da escola, Constância fez o normal e, já na cama ouviu mais uma discussão:

- Que estás a dizer!? Perdeste a casa no jogo?

Bernardino respondeu:

- Os meus colegas atraiçoaram-me e perdi tudo. Amanhã, temos que sair da casa.

No dia seguinte, Constância foi acordada pelo ruído que Bernardete fazia ao arrumar as roupas numa mala. Vendo aquilo, Constância perguntou:

- Que estás a fazer?

Bernardete, respondeu:

- Vamos passar uns dias a casa da avó Joaquina.

Algum tempo depois, Constância e Bernardete entraram no carro dirigindo-se para a casa de Joaquina.

No dia seguinte, Constância acordou e ao lembrar onde estava, acompanhou a mãe até á cozinha. Lá, ao olhar para tudo tão antigo e estragado, Constância relembrou todos os luxos e facilidades da sua casa a que estava habituada.



Foi a partir daqui que as letras fugiram, deixando o lugar à espera de substituição. Ajudem-me a encontrar o final ideal para esta história.

Mais duas folhas chegam.


segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Natal no Mundo

Natal no Mundo
Numa pequena casa da aldeia Popota, Erica de sete anos ao acabar de ver um filme de Natal, perguntou:
            - Mãe! Como é que é o natal nos outros países?
            - O natal é diferente em todos os países mas há uma coisa igual em todo o mundo que eu vou-te explicar com esta canção. Se quiseres podes ir á biblioteca e lá, consegues saber mais coisas – disse a mãe Vânia.
            - É isso mesmo que vou fazer – disse Erica, saindo de casa.
            Ao chegar á biblioteca, Erica viu sentada num banco uma menina de pele escura a ler um livro. Aproximou-se e quando a menina olhou, Erica perguntou:
            - Olá! Eu sou a Erica. Como te chamas?
            - Eu chamo-me Samia – respondeu a menina.
            Enquanto se cumprimentavam, entraram na biblioteca dois meninos. Um de cabelo louro e olhos azuis e outro com cabelo preto e olhos escuros. Curiosas, Erica e Samia aproximaram-se, apresentando-se:
            - Olá! Eu sou a Erica e ela é a Samia.
            - Eu sou o Allan – disse o rapaz do cabelo louro.
            - Eu sou o Talib – disse o outro rapaz.
Animados dirigiram-se às estantes de livros e entre gargalhadas viram alguns. Mais tarde, enquanto lia a história de Natal, Erica dirigiu-se a Samia e perguntou-lhe:
            - Como é o teu natal?
            - O meu natal foi sempre no meu país, Angola. Lá, na noite do dia 24 temos uma missa, no dia 25 fazemos danças folclóricas e nesse dia todas as crianças dançam a Dança das Estrelinhas.
            - Como será o Natal dos rapazes? – perguntou Erica.         
            - Não sei. Vou-lhes perguntar – disse Samia.
            Aproximando-se, Samia perguntou:             
            - Como é o vosso Natal?
            - Em minha casa, na Dinamarca damos as mãos e acendemos as velas da árvore de Natal. Depois, abrimos as prendas – disse Allan.
            - Na Índia enfeitamos mangueiras e bananeiras e pomos lamparinas de óleo a enfeitar os telhados – disse Talib.
            - Na Inglaterra, na noite de Natal vemos filmes e só de manhã abrimos as prendas – disse Jenny.
            Feliz com tudo, Erica regressou a casa, contando á mãe tudo o que tinha aprendido. Vendo a felicidade da filha, Vânia disse ao marido Eusébio:
            - Para darmos à nossa filha um Natal diferente, podíamos convidar os seus amigos para festejarem cá o Natal. O que achas?
            - Acho uma óptima ideia – respondeu Eusébio.                  
            Erica aproximou-se dos pais que lhe disseram:
            - Estivemos a falar e queríamos convidar os teus amigos e os pais para passarem o natal cá em casa.
            - Vou-lhes já dizer – disse Erica, feliz.
            Saindo a correr, Erica encontrou os amigos a brincar na neve e alegre, disse-lhes:
            - Convido-vos para irem com os vossos pais, festejar o natal a minha casa.
            Sorridentes os amigos aceitaram o convite e, ansiosos esperaram pelo dia de Natal.
            Na manhã de Natal, enquanto Erica desembrulhava as suas prendas, a campainha tocou. Eusébio abriu a porta e vendo os amigos da sua filha, levou-os para a sala de estar onde divertidos viveram um Natal cheio de magia e de felicidade.
                                                                          
                                                                      

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Carnaval Partilhado

            Na pequena aldeia Balanço, todas as crianças estavam felizes e animadas com o Carnaval que se aproximava.
            Os amigos Miguel, Inês, Tiago e Lara com 8 anos conversavam sentados no parque Soneca:
            - Já sabes de que se vão mascarar? – perguntou Tiago.
            - Eu vou-me mascarar de borboleta – disse Inês.
            - Eu vou ser uma fada – disse Lara.
            - E eu vou ser o Dartacão – disse Miguel.
            - Pois eu, vou ser um palhaço – disse Tiago, começando a fazer palhaçadas.
            - Já imaginaram se fizéssemos uma espécie de festa de máscaras; - perguntou Inês.
            - Acho que era um ótima ideia – disse Miguel.
            - Temos que falar com os nossos pais e pedir-lhes ajuda – disse Lara.
            Ao regressarem às suas casas, depois de falarem com os pais, os amigos começaram logo a pensar no que tinham que arranjar.
            Com o auxílio dos pais, os amigos distribuíram pela aldeia os convites para a festa e animados começaram a enfeitar o Centro Recreativo da aldeia. Ao acabarem de preparar as coisas, os amigos e os pais regressaram às suas casas, esperando pelo dia da festa.
            No dia da festa, enquanto as crianças iam entrando mascaradas de bruxas, Noddy, personagens Disney e de flores, chegou uma menina sem qualquer tipo de disfarce e apenas com umas roupas já muito estragadas.
            Quando viram a menina, os amigos aproximaram-se e perguntaram:
            - Como te chamas?
            - Eu sou a Dália – respondeu a menina.
            Os amigos apresentaram-se e depois de falarem um bocado, afastaram-se comentando:
            - A Dália está muito triste por não estar mascarada. O que acham que podemos fazer? – perguntou Miguel.
            Depois de pensarem um bocado, Inês perguntou:
            - O que acham de falarmos com os outros meninos e ver o que conseguimos arranjar?
            - Achamos uma ótima ideia – disseram os amigos.
            Felizes com a ideia, começaram a perguntar aos amigos se podiam ajudar e estes, ao aceitarem ideia foram tirando algumas coisas dos seus disfarces. Ao fim de algum tempo, chamaram Dália e ajudando-a a mascarar-se de uma linda princesa, tornaram aquele um dia muito especial para todos.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

O Parque Misterioso

            Num dia de sol e de calor, os amigos Sara, Tomás, Catarina, Bruno, Patrícia, Tó, Cristiana e André resolveram ir visitar o parque da aldeia, onde veriam flores, árvores e arbustos das mais diversas origens. Sendo um jardim com tantas espécies diferentes, era muito apreciado e era um dos mais belos jardins do país. Saíram e levando máquinas fotográficas dirigiram-se ao Parque Plutão. Ao chegarem, começaram a tirar fotografias e já preparados para regressar a casa, observaram uma senhora que corria e gritava:
        - Socorro! Socorro! Ajudem-me! Não encontro os meus filhos!
        Todas as pessoas que se encontravam no parque correram em auxílio da senhora. O grupo de amigos aproximou-se e ouviu:
        - Não encontro os meus filhos! Ainda à pouco estavam ao pé de mim e foi só virar a cabeça, quando voltei a olhar, já tinham desaparecido – contava a senhora.
        As pessoas que se tinham aproximado para saber a causa de tanto grito, pensando que a senhora era maluca, afastaram-se.
        Querendo saber mais informações sobre aquele caso, os amigos dirigiram-se à senhora e a Catarina perguntou:
        - O que se passa?
        - Não encontro os meus filhos – respondeu a senhora a chorar.
        - Tenha calma! Conte-nos como é que os perdeu – pediu a Cristiana.
        A senhora contou:
        - Eu e os meus filhos, resolvemos vir hoje visitar este jardim. Dirigimo-nos ao lago onde vimos os patos e os peixes. De seguida, fomos comer um gelado e sentámo-nos naquele banco. Comemos os gelados e estávamos a conversar quando ouço alguém chamar: Marta! Espantada, olhei, procurando quem me chamava. Vi que era a Susana, uma antiga amiga de escola. Aproximámo-nos e estava para apresentar os meus filhos, quando olhei e já não os encontrei. Perguntei à Susana se os tinha visto e ela disse-me que não. Comecei a chamar por eles e nada, então resolvi pedir ajuda.
        - Vamos todos procurá-los – disse o Tomás.
        - Vamo-nos dividir e procurar os seus filhos – disse o Bruno – como se chamam?
        - Os meus filhos chamam-se Alzira e Jorge – disse a Marta.
        - Vamos fazer os grupos. Catarina e Tomás, vocês vão procurar na zona dos lagos e dos cactos. Cristiana, André e Patricia vão procurar perto das estufas das flores. O Bruno, o Tó e eu vamos procurar na zona das palmeiras e dos chorões – disse a Sara.
        Começaram todos a procurar até que o André disse:
        - Pessoal! Encontrei dois bonés, venham cá!
        Foram todos ter com o André que disse:
        - Eles estiveram aqui, vamos ver se encontramos mais alguma coisa.
        Continuaram a procurar e encontraram um relógio, um pacote de lenços e um gancho do cabelo.
        Esperando encontrar mais alguma coisa, continuaram a procura até que viram um bando de pássaros levantar voo, dali de perto.
        Foram até ao local de onde saíram os pássaros e vêm um campo cheio de erva alta e de tocas. Continuaram a procurar e enquanto procuravam foram surpreendidos por um cão, que ao vê-los se escondeu.
        Já cansados da busca, saíram do campo e para surpresa de todos encontraram no chão uma tampa de madeira, com um buraco no centro que levantaram facilmente.
        Por debaixo da tampa encontraram uma espécie de loja com várias portas. Entraram numa e não encontraram nada. Foram a outra e também não viram nada. Entraram na terceira e assustados viram inúmeros pássaros saírem de lá.
Esperançados chamaram:
        - Alzira! Jorge!
        Logo de seguida, ouviram uma voz baixinha dizer:
        - Estamos aqui!
        Ao ver as crianças, o grupo tirou-os para fora, onde entre choros e alegria, as crianças contaram:
        - Estávamos a andar quando vimos um lindo pássaro cor-de-laranja. Corremos para o apanhar mas ao passarmos aqui, caímos neste buraco. Começámos a gritar, mas ninguém nos deve ter ouvido.
        No caminho de regresso as crianças disseram:
        - Lá em baixo, há muitos pássaros bonitos, que todos deviam ver.
        Depois de conversarem todos o Tomás disse:
        - Podíamos ir falar com a dona do jardim e perguntar-lhe se não quer mostrar os pássaros aos visitantes.
        Foram falar com a dona do jardim, ao que ela disse:
        - Mas é claro que gostaria que as pessoas vissem os pássaros.
        Foram todos falar com o presidente da Pedreta, o sr. Arnaldo pedindo para arranjar aquele espaço de maneira a poder receber visitas. Depois de arranjado o espaço, a Pedreta passou a ter outro local de visita.
        Depois de tudo terminado, os amigos ocupavam muito dos tempos livres a passear no jardim a observar as plantas e os belos pássaros lá existentes.
        Numa tarde cheia de sol em que os amigos passeavam pela Pedreta ouviram o senhor Pelicano, o jornaleiro anunciar:
        - Desaparecimento de pássaros do Parque Plutão!
        Ao ouvirem aquilo, o Bruno apressou-se a ir comprar um jornal, onde leu:
        “Gaiolas abertas, ninhos no chão e diversos ramos de árvores partidos, foram encontrados esta manhã no Parque Plutão. Sem quaisquer suspeitas, a polícia encerrou o local com o intuito de investigar o caso.”
        Os amigos, achando o texto interessante e com desejo de aventuras, comentaram:
        - Temos que lá ir ver se encontramos alguma coisa – disse o Bruno.
        - Mas, como vamos fazer para entrar? – perguntou a Sara.
        Vamos a minha casa buscar o meu cão, o Bóbi – disse o André.
        Apressados foram buscar o cão, indo de seguida para o parque.
        Lá, colocaram o cão no interior do jardim e apressados dirigiram-se aos guardas, dizendo:
        - O nosso cão entrou para o jardim, podemos ir buscá-lo?
        Os guardas responderam:
        - Podem, mas têm de ser rápidos.
        Ao entrarem, os amigos dirigiram-se aos ramos partidos dando-os ao Bóbi para cheirar. Ao acabar de cheirar, o Bóbi começou a farejar e afastou-se uns metros, chegando a uma pequena gruta escavada na rocha.
        Os amigos aproximaram-se da rocha e um a um espreitaram para dentro da gruta. Lá dentro viram inúmeras gaiolas vazias.
        Decididos a apanhar os ladrões, os amigos deixaram escondido num canto, o telemóvel do André preparado para gravar conversas.
        Cada um regressou para a sua casa, passando a noite muito curiosos e impacientes. No dia seguinte reuniram-se e dirigiram-se à gruta, de onde tiraram o telemóvel.
        Ainda mais entusiasmados foram para casa da Catarina, preparados para ouvir a gravação do telemóvel, onde escutaram:
        “Levem três gaiolas pequenas e duas grandes. A nossa colheita já tem pouco espaço. Temos que ser rápidos, pois o comprador vem cá amanhã.”
        Apressados, os amigos dirigiram-se para a gruta e ao chegaram perto da entrada, ouviram:
        - Cuidado! Se foge algum pássaro estamos tramados.
        Vendo que os ladrões já tinham chegado, os amigos esconderam-se próximo da gruta, onde podiam ver e ouvir sem serem vistos. Passado algum tempo sem acontecer nada, o André disse:
        -Ouçam! Está um carro a aproximar-se.
        Em silêncio, ouviram uma travagem e por entre as ervas viram o carro parar e dois homens chineses saírem do seu interior.
        Observaram os homens e viram que um alto e magro transportava uma mala de cabedal, enquanto que o outro baixo e gordo puxava um estrado com rodas.
        Não sabendo como apanhar os homens, os amigos ficaram à escuta tentando ouvir mais alguma conversa.
        - Ó Flausino, vamos começar por carregar as gaiolas mais pequenas. Depois, vais descarregar a mercadoria na garagem do Bernardino. Quando acabares, voltas cá para levar as restantes gaiolas – dizia uma voz.
        -Mas, ó Angelino eu preciso de ajuda para impedir que as gaiolas caiam durante a viagem – disse o Flausino.
        -Eu vou telefonar ao Claudino para nos vir ajudar. Tens é de vir comigo para trazermos cordas.
        Vendo que os ladrões se afastavam, os amigos saíram do esconderijo. O Bruno, com o seu telemóvel contactou a polícia e contou-lhes o que se estava a passar.
        A polícia dirigiu-se rapidamente para o parque e depois de esperar um bocado conseguiu capturar os ladrões.
        Os amigos, ainda mais felizes decidiram ir falar com o escritor Alfredo, que transformou a aventura num livro de sucesso.

A Gruta Misteriosa


            Num dia de Primavera, os amigos Sara, Tomás, Catarina, Bruno, Patrícia, Tó, Cristiana e André decidiram ir passear numa zona pouco visitada da Pedreta.
         Equipados com lanternas foram em direcção a esse local, onde chegaram já muito cansados. Sentaram-se numas pedras lá existentes e começaram a olhar à volta, vendo muitas árvores.
         Depois de descansarem um bocado, continuaram o passeio, passando em frente a uma espécie de gruta, cavada na rocha e coberta por plantas. Os amigos entraram e começaram a percorrê-la com muito cuidado. Andaram, andaram, andaram e viram que na sua frente havia duas espécies de entradas.
         - E agora, por qual é que vamos? – perguntou o Bruno.
         - Vamos começar por ir pela da esquerda – disse a Sara.
         Os amigos entraram e foram andando, até que encontraram na parede, uma série de imagens de mulheres à beira de um rio.
         Achando aquilo estranho, os amigos regressaram às suas casas.
         No dia seguinte, os amigos entraram novamente na gruta e viram no chão alguns pedaços de papel rasgado. Rapidamente perceberam que mais alguém sabia da existência da gruta.
         Continuaram a percorrer a gruta e ao chegarem a um sítio onde existiam pedras enormes, ouviram umas vozes que diziam:
         - Aqui ninguém nos descobre – dizia uma.
         - Temos que trazer para aqui o resto das coisas – dizia outra.
         - Ó Aristides, tem calma que temos que trazer as coisas roubadas devagar, para ninguém suspeitar de nada – dizia a primeira.
         - Está bem Onaso, mas estou nervoso com a situação – disse o Aristides.
         Os amigos esconderam-se atrás de pedras lá existentes e passado um bocado, viram os dois homens a aproximar-se.
         -Onaso, vais buscar a primeira carrada e eu fico aqui a preparar as coisas – disse o Aristides.
         Quando o Onaso saiu, os amigos perceberam que se não fizessem barulho com os pés, conseguiriam sair pela parte mais escura da gruta.
         Saíram para o exterior da gruta e foram para casa, guardando segredo sobre o que tinham ouvido.
         No dia seguinte, foram outra vez à gruta e viram que durante a noite, os ladrões tinham levado tudo para lá.
         Estavam a olhar para a mercadoria e de repente ouviram:
         - Não saiam de onde estão e fiquem quietos, senão pode acontecer-vos alguma coisa má – disse o Aristides.
         Os amigos, vendo que tinham sido descobertos, apagaram as suas lanternas e a correr entraram num outro espaço, onde viram um lago com água muito clara.
         Passado um bocado, os amigos saíram da gruta e correram para casa da Catarina, onde contaram tudo.
         A mãe da Catarina, a senhora Alzira telefonou para a polícia, que apareceu rapidamente.
         Os amigos contaram tudo à polícia que rapidamente se dirigiu para a gruta.
         Ao chegarem e vendo que os ladrões não estavam, a policia e os amigos esconderam-se, esperando que chegassem.
         Ao fim de algum tempo, os ladrões regressaram com mais mercadoria roubada.
         Instantaneamente a polícia apanhou-os e levou-os para a prisão.
         Os amigos entretanto foram falar com uma organização de espaços e contaram a descoberta da gruta. Os membros da organização foram visitar a gruta e devido à sua beleza, transformaram-na num local de visita.

A Casa Roxa

Era uma vez um grupo de amigos, que adorava explorar locais abandonados e nunca antes investigados.
         Este grupo de amigos era constituído pela Sara, o Tomás, a Catarina, o Bruno, a Patricia, o Tó, a Cristiana e o André, que habitavam numa aldeia chamada Pedreta.
         Na Pedreta existiam muitas casas abandonadas e nunca antes exploradas. Num dia de reunião a Cristiana disse:
         - Podíamos ir explorar a casa velha da Rua da Quelha, o que acham?
         - Em qual casa estás a pensar? – perguntou o Tomás.
         - Estou a pensar na casa roxa, que sempre me despertou atenção – respondeu a Cristiana.
         -Vamos! – gritaram todos em uníssono.
         Saíram em direcção à casa e depois de andarem um bocado, chegaram. Aproximaram-se da porta de entrada e viram que apesar de velha, estava trancada.
         Começaram a circular à volta da casa, até que viram uma janela, sem vidros.
         O Bruno subiu a janela, mas para sua infelicidade ouviu o sino bater as 19:00. Depois de lamentarem ter de ir para casa, os amigos combinaram que no dia seguinte iriam continuar a exploração.
         No dia seguinte, encontraram-se na casa roxa e um a um entraram pela janela.
         Já dentro da casa, começaram a distribuir as tarefas.
         - Tomás, tu e a Catarina vão ver onde deve ter sido a sala. André e Patricia, vão ver os quartos. Tó e Cristiana, vocês vão ver o sótão. Eu e o Bruno, vamos ver a cozinha – disse a Sara.
         Começaram todos a explorar até que o Tomás disse:
         - Catarina, ajuda-me a abrir estas gavetas.
         Abriram as gavetas e depois de encontrarem muito pó, saíram sem terem nada de interessante.
         Nos quartos, o André e a Patricia não encontraram nada. Depois de vasculharem o sótão, o Tó e a Cristiana também não tinham encontrado nada. Na cozinha, a Sara e o Bruno só encontraram formigas.
         Os amigos reuniram-se novamente e depois de verem que não tinham descoberto nada de interessante, saíram para a rua e observaram melhor a casa. Contaram o total de janelas e portas e viram uma pequena janela, encostada ao chão, que estava escondida por uns arbustos. Começaram a comentar:
         - Vamos espreitar pela janela, para tentarmos ver alguma coisa – disse a Patricia.
         Espreitaram todos e por fim o André disse:
         - Venham ver! Há uma porta ali ao fundo.
         Foram todos ver e decidiram:
         - Vamos entrar na casa a ver se encontramos essa porta – disse a Catarina.
         Entraram na casa e começaram a procurar a porta, não a encontrando.
         Decidiram dividir a equipa em grupos e cada um começou a explorar uma parte da casa. Procuraram nos quartos, na sala, na cozinha, no sótão e nada.
Já fartos de procurar o que não aparecia, os amigos viram na cozinha um armário de madeira de forma esquisita e unido à parede.
Resolveram abri-lo e com pontapés e murros, conseguiram que a porta caísse e assim entraram no armário esquisito. No seu interior, viram um longo corredor que instantaneamente decidiram percorrer.
         Andaram uns metros e chegaram a uma porta, que depois de aberta mostrava a sala onde existia a tal janela. Entraram e viram que lá existiam muitas arcas e baús. Começaram a abri-las e onde só pensavam encontrar pó, encontraram umas folhas de um papel estranho. Pegaram em algumas e foram ao museu da Pedreta.
         Lá chegados, pediram para falar com o Sr. Paulo, o director do museu e mostraram-lhe as folhas. O Sr. Paulo espantado perguntou-lhes:
         - Onde arranjaram isto!? Estas folhas são de papiro.
         A Cristiana depois de olhar para os amigos, disse:
         - Encontrámo-las numa casa em ruínas.
         - Têm de me levar lá – disse o Sr. Paulo.
         Dirigiram-se à Rua Pirilampo e mostraram a casa roxa ao Sr. Paulo.
         Entraram todos na casa e dirigiram-se a um armário existente na sala. Depois de observar o armário, o Sr. Paulo disse:
         -Isto tem aqui livros que datam do século XVI. Vamos ver alguns, mas amanhã pois hoje já é tarde.
         Regressaram todos a casa e no dia seguinte encontraram-se novamente.
         Começaram a folhear os livros lá existentes e a Catarina exclamou:
         - Pessoal! Está aqui um texto muito interessante que diz:
“Esta casa pertencente a Tibúrcio III é oferecida a Maria Marcolina, como prenda de seu aniversário”
Com alegria, os amigos pegaram no livro e dirigiram-se à biblioteca. Lá, começaram a procurar informações em livros da História de Portugal, mas não encontraram nada. Lembraram-se então de procurar na História da Pedreta.
Começaram pelos seus habitantes, mas não encontraram nada. De seguida, foram à Internet ver se os nomes Tibúrcio III e Maria Marcolina existiam lá. Procuraram e descobriram que Tibúrcio III e Maria Marcolina tinham sido uns nobres.
Excitados correram para casa e contaram tudo aos familiares, que não acreditaram.
No dia seguinte, tiraram fotografias ao interior e exterior da casa, com o fim de juntamente com a história da descoberta, enviar tudo para um jornal que editasse a notícia.
Passados uns dias, os amigos foram contactados por um canal televisivo, que interessados na história os entrevistaram transmitindo a história.
No dia seguinte, receberam o convite de uma editora que tornou a aventura em livro.
Cada vez mais felizes, os amigos ocupavam os tempos livres a relembrar a aventura.
Contentes e orgulhosos pela descoberta, todos os dias visitavam a casa roxa, esperando sempre por mais uma aventura.
Numa manhã em que percorriam a Rua Pomba Branca, o Tó disse:
- Temos de voltar à Biblioteca Pedretense. Nas enciclopédias da História da Pedreta devem existir mais informações sobre Tibúrcio III e Maria Marcolina.
-Para quê!? – perguntaram os amigos.
- Algo me diz que a nossa aventura ainda não acabou – respondeu o Tó.
Depois de aceitarem a ideia, os amigos dirigiram-se à biblioteca onde começaram a procurar informações. Folhearam enciclopédias e manuais e depois de muita procura, encontraram um livro onde leram:
“No decorrer de 1551, inúmeros objectos pertencentes à nobre família de Tibúrcio III desapareceram. Valiosas arqueologicamente, as peças desaparecidas, com o passar dos anos continuam a dar origem a muita procura.”
Os amigos, depois de lerem a informação olharam uns para os outros e segundos depois o André disse:
-Já imaginaram o que seria se encontrássemos as peças desaparecidas?
- Podemos tentar – disse a Patricia.
- Começamos a procurar onde? – perguntou o Bruno.
- Vamos começar por ir à casa roxa – disse a Cristiana.
Os amigos aceitaram a ideia, dirigindo-se para a casa roxa. Ao chegarem, entraram pela janela sem vidros e foram para a sala. Lá, aproximaram-se de uma estante com livros muito antigos. A Sara começou a folhear um e os amigos seguiram-lhe o exemplo. Todos procuravam alguma coisa, sem saberem ao certo o quê.
Depois de folhearem os livros sem encontrarem nada, o Tomás disse:
- O que acham de irmos à loja de antiguidades que tem alguns objectos que pertenceram à classe nobre? Pode ser que encontremos alguma coisa.
Dirigiram-se à loja e ao entrarem disseram ao senhor Canário:
- Gostávamos de saber se tem aqui na loja algumas antiguidades que pertenceram à classe nobre.
- Pois então amigos, venham – disse o senhor Canário.
Ansiosos passaram por algumas prateleiras, chegando a uma estante cheia de louças antigas. Chateados por só terem aquilo, a Sara chamou os amigos a um canto e disse:
- Aqui não há nada que nos interesse. Temos que tentar de outra maneira.
Os amigos ficaram a pensar no assunto, enquanto a Sara se aproximou do senhor Canário e disse:
-Precisamos de fotografar diversas peças da nobreza. Mas, estas só não chegam.
- Então se precisam de mais, vão a casa da Claudete. Ela tem lá peças antigas, que vocês vão gostar de ver – disse o senhor Canário.
Dirigiram-se à casa da senhora Claudete e observaram as peças de loiça e os quadros lá existentes.
Em alguns dos quadros viram campos e bosques, noutros viram moinhos e por último viram um onde estava desenhada uma fonte romana. Ao observarem a imagem, a Cristiana disse:
- Essa fonte não me é estranha. Parece-me que já a vi.
- Então temos que ir visitar as fontes que conhecemos - disse o Bruno.
Animados dirigiram-se à Fonte Transparente, não encontrando nada. De seguida, foram à Fonte Porto Largo, onde também não encontraram nada. Por último decidiram ir à Fonte Cintilante, situada no Largo Tulipa.                                                Ao chegarem, viram que a fonte era a mesma da imagem. Aproximaram-se e começaram a observá-la atentamente, prestando especial atenção às pedras que formavam a sua base. Enquanto olhavam concentrados para as pedras, a Catarina disse:
-Olhem para aqui! Esta pedra tem uma cor diferente das outras.
Os amigos aproximaram-se, olhando a pedra com muita atenção. Segundos depois o Tó disse:
- Olhem! A pedra tem aqui um símbolo esquisito!
A Patrícia, aproximou-se e curiosa tocou no símbolo. Ao ser pressionado, este moveu-se para o interior da pedra, provocando um “clic”. Uma outra pedra começou a mover-se, deslocando-se para o lado esquerdo. Depois de aberta, os amigos olharam para o interior da pedra e viram lá guardadas, as peças desaparecidas.
Com o assunto terminado, os amigos felizes relataram a aventura a uma editora que a publicou, tornando a Pedreta um local de visita.



O medo da Cristal

  O dia estava a nascer e ao mesmo tempo, o país das fadas despertava. Enquanto algumas fadas faziam os seus voos matinais, outras abriam a...