O
dia estava a nascer e ao mesmo tempo, o país das fadas despertava.
Enquanto algumas fadas faziam os seus voos matinais, outras abriam as suas asas para espalhar o brilho da manhã e alegrar o dia.
- Hoje tenho que ir ao Pântano Seco ver se as flores não se esquecem de largar o seu perfume no ar,
- É melhor ires, Ella. Ontem esqueceram-se e houve muitas queixas.
- Vou agora mesmo. Queres vir comigo, Sol?
- Não posso. Tenho que ir acordar o Chulas senão, ele esquece-se de levar os filhos à escola.
- Tens razão. O Chulas é mesmo um pombo esquecido.
- Pois é. Até logo.
Ao chegar ao tronco onde Chulas morava, Sol bateu à porta e como ninguém respondeu, aproximou-se da janela. Viu então que, estavam todos a dormir profundamente. Pensando numa maneira de os acordar, abriu as asas e soltou um pó azul sobre o tronco.
Instantaneamente, ele abanou e Chulas acordou assustado.
- O que foi isto!?
De seguida, olhou para o relógio viu que eram 9:00.
- Levantem-se dorminhocos! Têm que ir para a escola!
Pouco depois, Chulas levou os filhos à escola e quando regressava a casa, viu a jovem fada Cristal sentada ao lado de um malmequer.
- Bom dia, Cristal.
- Bom dia, Chulas.
- Tudo bem contigo?
- Assim, assim.
- Então!? O que se passa?
- As minhas amigas foram ao Palácio dos Sonhos e eu, fiquei aqui.
- Porque não foste com elas?
- Eu tenho medo de voar e, o Palácio dos Sonhos é muito longe.
- Mas, tens medo de voar, porquê?
- Não sei.
- Já falaste sobre isso com as outras fadas?
- Elas não podem saber.
- Porquê!?
- Porque sou uma fada e não posso ter medos.
- Tu é que saber.
- Pois sei.
- Tenho que voltar para casa. Adeus.
- Adeus.
Chulas afastou-se e Cristal sentou-se novamente.
Ao aproximar-se da casa das fadas, Chulas decidiu falar com elas e bateu à porta.
Lua, a fada mais velha, apareceu.
- Bom dia Chulas.
- Bom dia Lua.
- O que precisas? Acabei agora mesmo de fazer um bolo. Queres?
- Não, obrigado. Só vim falar da Cristal.
- O que é que ela fez!?
- Não fez nada de mal.
- Então!?
- À bocado, estivemos a conversar e ela disse-me que tem medo de voar.
- O quê!? Ela nunca nos disse nada.
- Ela disse que vocês não podem saber pois as fadas não têm medos.
- Todas temos medo de alguma coisa. Eu, só de ouvir falar em abelhas, fico logo toda encolhida.
Enquanto Lua falava, as outras fadas aproximaram-se.
- Uma de nós tem que ir visitar uma menina chamada Bianca que, está doente e tem muito medo dos médicos.
- Como estava mesmo a falar de medos, a Cristal é que vai visitar a menina.
Calada, Cristal olhou para as outras fadas.
- Mas eu tenho medo de voar.
- Por isso mesmo. Se o assunto é medos, és mesmo tu que deves ir.
- Como?
- Chegou o momento de seres forte e perder o medo.
- Não sei se consigo.
- Claro que consegues. Para as fadas não há impossíveis.
Nesse momento, as fadas atiraram um pó brilhante para o ar que, acabou mesmo por cair em cima da Cristal.
- Tens que ir.
Com medo, Cristal abriu as asas e começou lentamente a voar. Ao chegar mais alto, voou até ao quarto da menina Bianca que, estava a chorar.
Silenciosa, aproximou-se e pousou na cama, pertinho da menina.
- Olá Bianca.
Bianca olhou para um lado e para o outro mas não viu ninguém. Cristal brilhou um pouco e então, Bianca viu-a.
- Quem és tu!?
- Sou a fada Cristal.
- O que queres?
- Quero ajudar-te.
- Como?
- Vou-te contar uma coisa.
- Está bem.
- Eu sempre tive medos mas, o maior era de voar. Nunca fui com as outras fadas voar e por isso, estava sempre em casa.
- Mas, tu sabes voar!?
- Todas as fadas sabem voar. Eu, é que de cada vez que pensava nisso, tinha muito medo.
- Porquê!?
- Não sei. Mas hoje, com a ajuda das minhas amigas, consegui e vim a voar até aqui.
- E não tiveste medo?
- Um bocado mas, agora estou aqui para te ajudar.
- Como?
- Sei que tens medo aqui do hospital e, para que fiques melhor, vou dizer-te que vai tudo correr bem.
- Como é que sabes?
- Eu sou uma fada e por isso, sei. Os médicos e enfermeiros não fazem mal a ninguém. Eles estão aqui para tratar de todos e para os doentes ficarem bem.
- Eles também me vão ajudar?
- Claro que sim.
- O que faço para não ter medo?
- Tens que acreditar que tudo vai ficar bem e que, o medo não existe.
- Se eu fizer isso, não tenho medo?
- Não. E lembra-te do que te falei acerca do meu medo em voar. Vais acreditar com muita força que tudo vai correr bem e que, és muito forte.
- Está bem.
- Tenho que regressar ao pais das fadas mas, vou ver se vais mesmo esquecer o medo.
Nesse momento, Cristal desapareceu e ficou no ar um brilho bonito.
A partir desse momento, Bianca perdeu o medo que sentia e, com a ajuda dos médicos, ficou boa.
Também Cristal perdeu o medo de voar e, desde esse dia, começou a acompanhar as outras fadas em todas as viagens.
Enquanto algumas fadas faziam os seus voos matinais, outras abriam as suas asas para espalhar o brilho da manhã e alegrar o dia.
- Hoje tenho que ir ao Pântano Seco ver se as flores não se esquecem de largar o seu perfume no ar,
- É melhor ires, Ella. Ontem esqueceram-se e houve muitas queixas.
- Vou agora mesmo. Queres vir comigo, Sol?
- Não posso. Tenho que ir acordar o Chulas senão, ele esquece-se de levar os filhos à escola.
- Tens razão. O Chulas é mesmo um pombo esquecido.
- Pois é. Até logo.
Ao chegar ao tronco onde Chulas morava, Sol bateu à porta e como ninguém respondeu, aproximou-se da janela. Viu então que, estavam todos a dormir profundamente. Pensando numa maneira de os acordar, abriu as asas e soltou um pó azul sobre o tronco.
Instantaneamente, ele abanou e Chulas acordou assustado.
- O que foi isto!?
De seguida, olhou para o relógio viu que eram 9:00.
- Levantem-se dorminhocos! Têm que ir para a escola!
Pouco depois, Chulas levou os filhos à escola e quando regressava a casa, viu a jovem fada Cristal sentada ao lado de um malmequer.
- Bom dia, Cristal.
- Bom dia, Chulas.
- Tudo bem contigo?
- Assim, assim.
- Então!? O que se passa?
- As minhas amigas foram ao Palácio dos Sonhos e eu, fiquei aqui.
- Porque não foste com elas?
- Eu tenho medo de voar e, o Palácio dos Sonhos é muito longe.
- Mas, tens medo de voar, porquê?
- Não sei.
- Já falaste sobre isso com as outras fadas?
- Elas não podem saber.
- Porquê!?
- Porque sou uma fada e não posso ter medos.
- Tu é que saber.
- Pois sei.
- Tenho que voltar para casa. Adeus.
- Adeus.
Chulas afastou-se e Cristal sentou-se novamente.
Ao aproximar-se da casa das fadas, Chulas decidiu falar com elas e bateu à porta.
Lua, a fada mais velha, apareceu.
- Bom dia Chulas.
- Bom dia Lua.
- O que precisas? Acabei agora mesmo de fazer um bolo. Queres?
- Não, obrigado. Só vim falar da Cristal.
- O que é que ela fez!?
- Não fez nada de mal.
- Então!?
- À bocado, estivemos a conversar e ela disse-me que tem medo de voar.
- O quê!? Ela nunca nos disse nada.
- Ela disse que vocês não podem saber pois as fadas não têm medos.
- Todas temos medo de alguma coisa. Eu, só de ouvir falar em abelhas, fico logo toda encolhida.
Enquanto Lua falava, as outras fadas aproximaram-se.
- Uma de nós tem que ir visitar uma menina chamada Bianca que, está doente e tem muito medo dos médicos.
- Como estava mesmo a falar de medos, a Cristal é que vai visitar a menina.
Calada, Cristal olhou para as outras fadas.
- Mas eu tenho medo de voar.
- Por isso mesmo. Se o assunto é medos, és mesmo tu que deves ir.
- Como?
- Chegou o momento de seres forte e perder o medo.
- Não sei se consigo.
- Claro que consegues. Para as fadas não há impossíveis.
Nesse momento, as fadas atiraram um pó brilhante para o ar que, acabou mesmo por cair em cima da Cristal.
- Tens que ir.
Com medo, Cristal abriu as asas e começou lentamente a voar. Ao chegar mais alto, voou até ao quarto da menina Bianca que, estava a chorar.
Silenciosa, aproximou-se e pousou na cama, pertinho da menina.
- Olá Bianca.
Bianca olhou para um lado e para o outro mas não viu ninguém. Cristal brilhou um pouco e então, Bianca viu-a.
- Quem és tu!?
- Sou a fada Cristal.
- O que queres?
- Quero ajudar-te.
- Como?
- Vou-te contar uma coisa.
- Está bem.
- Eu sempre tive medos mas, o maior era de voar. Nunca fui com as outras fadas voar e por isso, estava sempre em casa.
- Mas, tu sabes voar!?
- Todas as fadas sabem voar. Eu, é que de cada vez que pensava nisso, tinha muito medo.
- Porquê!?
- Não sei. Mas hoje, com a ajuda das minhas amigas, consegui e vim a voar até aqui.
- E não tiveste medo?
- Um bocado mas, agora estou aqui para te ajudar.
- Como?
- Sei que tens medo aqui do hospital e, para que fiques melhor, vou dizer-te que vai tudo correr bem.
- Como é que sabes?
- Eu sou uma fada e por isso, sei. Os médicos e enfermeiros não fazem mal a ninguém. Eles estão aqui para tratar de todos e para os doentes ficarem bem.
- Eles também me vão ajudar?
- Claro que sim.
- O que faço para não ter medo?
- Tens que acreditar que tudo vai ficar bem e que, o medo não existe.
- Se eu fizer isso, não tenho medo?
- Não. E lembra-te do que te falei acerca do meu medo em voar. Vais acreditar com muita força que tudo vai correr bem e que, és muito forte.
- Está bem.
- Tenho que regressar ao pais das fadas mas, vou ver se vais mesmo esquecer o medo.
Nesse momento, Cristal desapareceu e ficou no ar um brilho bonito.
A partir desse momento, Bianca perdeu o medo que sentia e, com a ajuda dos médicos, ficou boa.
Também Cristal perdeu o medo de voar e, desde esse dia, começou a acompanhar as outras fadas em todas as viagens.
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