Com a chegada do carnaval, o palhaço Pintarolas andava muito atarefado a preparar o seu fato novo.
Enquanto dividia as suas cabeleiras, Pintarolas pensava em todas as brincadeiras que ia fazer. Ao pegar numa cabeleira vermelha e azul e depois de a colocar na cabeça, Pintarolas foi ao espelho acabar de se pintar.
Na hora do desfile de mácaras, Pintarolas saiu para o parque onde já estavam outros palhaços a brincar com as crianças.
Aproximando-se, Pintarolas viu um menino triste e pensativo a olhar para todos os outros. Decidido a alegrar o menino, Pintarolas disse-lhe:
- Olá! Eu sou o Pintarolas, o palhaço sem argolas. E tu?
O menino olhou para Pintarolas e respondeu:
- Olá. Eu sou o Henrique.
Pronto para o alegrar, Pintarolas começou a atirar-lhe serpentinas e confetis e a fazer malabarismos. Depois de dar uma máscara a Henrique, Pintarolas começou a fazer várias palhaçadas e caretas.
Começando a ficar mais alegre, Henrique atirou uma serpentina a Pintarolas. Depois de uma batalha de serpentinas e confetis, Pintarolas chamou o palhaço Farripas que, alegre começou a entrar na brincadeira.
Algum tempo depois, Já cansados, Henrique, Pintarolas e Farripas foram sentar-se num jardim próximo.
Enquanto observavam os outros palhaços e as crianças, Pintarolas perguntou:
- Gostaste das brincadeiras?
Sorrindo, Henrique respondeu:
- Eu não gostei. Adorei!
No momento em que Henrique acabou de falar, a rega automática do jardim ligou-se e, debaixo daquela chuva artificial, Henrique viveu um carnaval cheio de alegria e felicidade.
Nunca nos devemos esquecer que:
- É carnaval ninguém leva a mal.
- A vida são dois dias, o carnaval são três.
- Quer no começo quer no fundo, em fevereiro vem
o entrudo.
terça-feira, 15 de janeiro de 2013
quinta-feira, 20 de dezembro de 2012
A Vela Cinzenta
Numa escura prateleira da sala de
uma casa, estava uma vela cinzenta, com um olhar muito triste. Sentindo-se só e
abandonada, a vela via outras de cores brilhantes e alegres.
Com a aproximação do natal, os
habitantes da casa estavam a preparar a decoração e por isso, havia enfeites
por todo o lado e só a vela cinzenta tinha ficado esquecida.
Na
véspera de natal, quando as pessoas começaram a chegar e diziam que a decoração
estava muito bonita, a vela cinzenta começou a chorar, largando algumas gotas
de cera.
Nesse momento, a filha de um dos
convidados, enquanto passava perto da estante, viu a vela triste e solitária.
Aproximou-se e, depois de a olhar durante alguns minutos, sentiu que a vela
estava triste e, pegando num pequeno enfeite, decorou-a.
Sentindo-se agora bonita, a vela
ficou feliz e viveu um natal inesquecível.
·
Com a beleza de uma vela, vamos abrir os
corações e iluminar os sentimentos acordados pelo natal.
·
Enfeitada e decorada com as cores do
natal, vamos deixar que estas velas nos conduzam a um feliz natal.
·
Iluminando a magia do natal, deixemos
que as velas iluminem os nossos corações.
quinta-feira, 29 de novembro de 2012
Na aldeia Soprada, todos os habitantes andavam atarefados com os preparativos para o natal. Enquanto alguns preparavam a iluminação das ruas, outros enfeitavam a grande árvore do jardim Central.
Felizes com a época natalícia, os amigos Matilde, Diogo, Tânia e Rafael divertiam-se a ver filmes de natal.
Numa tarde em que se reuniram na casa de Matilde, Diogo disse:
- Amigos, de manhã enquanto tomava o pequeno-almoço lembrei-me de que podíamos fazer no centro recreativo uma festa de natal.
Curiosa, Tânia perguntou:
- Em que estás a pensar?
Rapidamente, Diogo respondeu:
- Pensei que juntamente com outras crianças podíamos fazer um pequeno teatro, cantar algumas canções de natal e no final fazermos uma troca de prendas.
Gostando da ideia, Matilde disse:
- É uma ideia diferente e acho que vai ser muito divertido.
Percebendo que os amigos gostavam da ideia, Diogo disse:
- Então agora temos que começar a preparar as coisas. Primeiro, vamos distribuir as tarefas e depois, começamos os preparativos.
“Canções Matilde; Enfeites Rafael; Teatro Tânia; Cartazes Diogo”
Terminada a lista de tarefas, Rafael disse:
- Antes de começarmos a preparar as coisas, temos que ter autorização para utilizar o centro. Precisamos ir falar com o senhor Bartolomeu.
No caminho, os amigos riam e com corridas chegaram ao Centro Recreativo. Já na sala do senhor Bartolomeu, Tânia disse:
- Como estamos perto do natal, pensámos em fazer uma festa.
Curioso, Bartolomeu perguntou:
- Uma festa, como!?
Rapidamente, Matilde respondeu:
- Uma festa com um pequeno teatro, umas canções e com uma troca de prendas.
Sorrindo, Bartolomeu disse:
- Acho uma ideia gira.
Aproximando-se, Diogo disse:
- O nosso problema é o local. Pensámos aqui no centro e por isso viémos pedir-lhe autorização para fazermos cá os ensaios e depois a festa.
Olhando para os amigos, Bartolomeu disse:
- Claro que vos dou autorização. Podem também ir à arrumação e utilizarem os rolos de papel para prepararem os cenários.
Depois de terem a chave do centro, os amigos foram até lá para começarem a preparar e organizar as coisas. Enquanto tentavam decidir qual a peça de teatro que iriam representar, Tânia disse:
- Como é uma festa de Natal, podemos fazer a história do nascimento de Jesus.
Adorando a ideia, os amigos aceitaram começando logo a pensar no que era preciso fazer.
Sentados perto de uma mesa, Diogo fez os cartazes e Matilde começou a escolher as canções. Ao fim da tarde, regressaram para as suas casas, esperando pelo dia seguinte.
Na manhã seguinte já reunidos no Centro, continuaram os preparativos para a festa.
Enquanto a Matilde e o Rafael montavam os cenários, Tânia e Diogo percorriam as ruas da aldeia, convidando as crianças a participarem na festa.
No dia marcado para o primeiro ensaio, todas as crianças esperavam ansiosas a chegada dos amigos. Ao chegarem e vendo tantas crianças, os amigos ficaram surpresos e ansiosos para começar tudo.
Com todas as crianças sentadas no palco, Tânia disse:
Depois de escolhidas as crianças, Diogo disse:
- Os restantes vão ser os anjos que irão cantar várias canções.
Seguindo-se um ensaio rápido, os amigos e as crianças divertiram-se muito.
Nos fins-de-semana seguintes, os ensaios repetiram-se e após alguns, tudo ficou pronto.
Na tarde do dia 25, a festa iniciou com a canção “Pinheirinho, Pinheirinho” e durante o teatro cantaram “Bate o Sino”, “Noite Feliz” e “Olhei para o céu”.
Terminado o teatro, era o momento da troca de prendas. Enquanto o senhor Bartolomeu as distribuía, um menino com roupas rasgadas e sujas entrou no Centro Recreativo.
Todas as pessoas o olharam e ignoraram, o que o fez ir para um canto escuro.
Os amigos, sentindo compaixão por ele, chamaram-no ao palco e lá, entregaram-lhe também uma prenda.
No final, terminaram a cantar “A Todos Um Bom Natal”.
sábado, 10 de novembro de 2012
Com o nascer de novas
flores a primavera começava a despertar e, todos os habitantes da aldeia
Bitoque estavam felizes e animados.
Numa manhã em que o sol brilhava,
Diogo de sete anos jogava à bola com o seu amigo Tiago e, entre gargalhadas e
outras brincadeiras a animação era grande. Enquanto praticavam os passes de
bola, um pontapé mais forte atirou a bola para uma terra próxima, cheia de
ervas altas.
Correndo para a apanhar, Diogo
entrou nas ervas vendo rapidamente a bola. Preparado para a apanhar, deu uns
passos e quando lhe pegou, viu mais à frente um grande e colorido cogumelo. Ao
regressar para junto de Tiago, continuaram a brincar e a divertir-se.
No dia seguinte, Diogo decidiu ir
ver melhor o cogumelo e, tentar perceber porque nascera ali e era tão grande.
Aproximando-se, viu as suas diversas cores assim como os seus inúmeros
círculos. Deslumbrado com tantas cores, Diogo ouviu uma voz que lhe disse:
- Olá!
Olhando para todos os lados e não
vendo ninguém, Diogo perguntou:
- Quem fala?
Alguns segundos depois, a mesma voz
disse:
- Sou eu, o cogumelo.
Ao olhar para o cogumelo, Diogo viu
dois olhos e uma boca sorridente que o observavam fixamente. Sem saber o que
dizer, Diogo ficou calado à espera do que poderia acontecer a seguir. Segundos
depois, o cogumelo disse:
- Não te assustes. Sei que é
estranho falar com um cogumelo mas, se quiseres ouvir a minha história vais
perceber tudo.
Preparado para ouvir a história,
Diogo sentou-se numa pedra e disse:
- Gostava muito de te ouvir.
Começando a falar, o cogumelo
contou:
- Nasci de uma semente de pinheiro
mas, quando estava a começar a furar a terra uns trovões atingiram a minha raiz
e, ao contrário dos pinheiros comecei a crescer depressa mas com a forma de um
cogumelo.
Espantado, Diogo perguntou:
- Mas, como foi isso!?
Sorrindo o cogumelo respondeu:
- Quando esta árvore aqui ao lado me
disse que tinha sido ela a largar a minha semente, eu perguntei-lhe logo porque
era diferente e foi então que ela me contou tudo. Contou-me também que a única
maneira de deixar de ser um cogumelo e ser uma árvore, está na gruta do lago.
Como não posso sair daqui para lá ir, serei sempre um cogumelo gigante.
Percebendo a tristeza do amigo,
Diogo disse:
- Eu vou-te ajudar. Posso ir à gruta
e vou encontrar a solução.
Agradecendo, o cogumelo disse:
- Não imaginas como te agradeço a
ajuda. Mas, parece que existem muitos perigos na gruta. Vários animais já lá
foram mas, nunca conseguiram trazer a poção pois, dizem que está protegida por
uma luz mágica.
Começando a andar em direção à
gruta, Diogo viu diversos cogumelos mais pequenos que marcavam o caminho.
Alguns metros à frente ao chegar à gruta, Diogo entrou e começou a percorrê-la.
Lá dentro, Diogo viu uma luz muito brilhante que iluminava a poção e, ao olhar
para a parede, viu lá desenhada uma imagem esquisita que rapidamente lhe
despertou a atenção.
Curioso, Diogo tocou-lhe e nesse momento
e nesse momento, a luz começou a perder a nitidez, desaparecendo completamente.
Sem dificuldades, Diogo tirou o
frasco da poção e, saíndo a correr foi ter com o amigo cogumelo. Este, ao ver o
frasco, disse:
- Obrigado amigo. Agora é preciso
que me regues com a poção e que ela chegue à minha raiz. Só assim, é que tudo
fica bem.
Decidido a ajudar o amigo, Diogo
regou-o e nesse momento o chão começou a tremer, abrindo um buraco debaixo do
cogumelo que o engoliu e provocou uma enorme nuvem de poeira. Sem conseguir ver
nada, Diogo fechou os olhos durante alguns segundos.
Ao abri-los, viu então uma bonita e
grande árvore assim como, um belíssimo arco-íris. Vendo alguns pássaros
pousados, a cantar nos ramos da amiga árvore, Diogo ouviu:
- Graças a ti, agora sou uma árvore.
Nunca te conseguirei agradecer o que fizeste mas, serei sempre uma amiga com
quem podes falar.
Sorrindo, Diogo disse:
- Obrigado. Amanhã vou trazer cá o
meu amigo Tiago e vamos divertir-nos.
Despedindo-se, Diogo regressou a
casa não contando a ninguém o que tinha vivido naquele dia.
No dia seguinte após se encontrar
com Tiago, Diogo levou-o até à árvore onde contou tudo o que tinha acontecido.
Adorando a ideia de ter uma amiga árvore, Tiago e Diogo ocupavam o tempo livre
com brincadeiras, conversas e risadas com a amiga que tornou aquele espaço um
belo jardim.
terça-feira, 31 de julho de 2012
A Noz Mágica
Com sete anos, Erica adora brincar com os amigos e as suas tardes livres eram ocupadas com brincadeiras e divertimentos.
Numa tarde em que ajudava a mãe em algumas tarefas domésticas, Erica dirigiu-se para a cozinha, preparada para arrumar a bancada. Organizando frascos, talheres e outras coisas, Erica encontrou uma noz que instantaneamente lhe despertou atenção. Pegando-lhe e guardando-a no bolso, Erica continuou as tarefas que estava a realizar.
Ao anoitecer, preparando-se para ir para a cama, colocou a noz em cima da mesa de cabeceira e deitou-se. Pouco depois, uma luz muito brilhante iluminou todo o quarto e uma voz disse:
- Sou a fada Ariana e agora que me libertaste, vou levar-te a um sitio encantado e mágico.
Agitando uma varinha de condão, Erica foi transportada para um lindo jardim, cheio de flores e de diversos animais.
Vendo um bonito malmequer, Erica ouviu:
- Riscas! Vamos ouvir a história que o Cucas vai contar.
Olhando para trás, Erica viu um simpático coelhinho branco com riscas douradas. Não vendo ninguém que pudesse ter falado, Erica olhou para o coelhinho que lhe disse:
- Olá! Vem connosco ouvir uma história.
Aceitando o convite, Erica acompanhou-o até uma gigantesca árvore, onde outros animais se preparavam para escutar a história. Sentando-se numa pedra, Erica ficou à espera do que se iria passar a seguir.
Segundos depois, foi a vez de chegar um grande e sorridente urso que, apontando para uma árvore, disse:
- Hoje vou contar-vos uma história. Quando nasci, todos os dias vinha brincar com esta árvore e com os outros animais. Ficámos amigos e, um dia ela contou-me a história de todo este jardim.
Atenta, Erica permaneceu calada e sentindo uma grande curiosidade, ouviu:
- No início, existia aqui um grande e profundo lago que, quando os animais bebiam da sua água, acabavam por perder a sua voz. Numa manhã em que o Sol tentava furar as nuvens, apareceu aqui uma linda borboleta de diversas cores que, vendo que os animais não conseguiam fazer os seus sons, decidiu procurar uma solução. Tentando resolver aquele problema, foi falar com a Rainha das Fadas que lhe deu uma poção mágica para pôr na água. Ao fazer isso, o lago estremeceu e para além da sua água ter ficado muito mais clara, toda a sua profundidade desapareceu. A partir daí, muitas plantas cresceram e assim originaram este jardim.
Acompanhando o coelhinho, Erica viu outros animais e sorrindo disse:
- Este jardim é muito bonito.
Ao chegar a um espaço verde decorado com papoilas, Erica viu alguns animais reunidos. Aproximando-se, o seu amigo coelho disse:
- Estamos aqui para conheceres alguns dos animais que aqui moram.
Começando a apresentação, o coelho disse:
- Eu sou o Pompom. Ali estão o gato Riscas e o Max, o nosso cão de guarda. Ao meu lado está o Bolas, o amigo veado e o Pepe, o canguru saltitante. Ao lado das papoilas, está o Nali, o nosso amigo koala. Sempre voando de flor em flor, temos a borboleta Fifi sem esquecer o nosso amigo urso, o Pingas.
Apresentando-se, Erica disse:
- Eu sou a Erica.
Pousando nos seus cabelos, Fifi disse:
- Vem comigo que vou-te mostrar o jardim.
Caminhando entre lindos e radiantes girassóis, Erica observou as mais belas flores e os mais bonitos arbustos. Visitando longos jardins floridos e observando belos lagos, Erica e Fifi regressaram para junto de Cucas, encontrando Pompom e Nali. Deslumbrada com toda aquela beleza, Erica escutava os pássaros cantar e observava as borboletas voar.
Ao chegar perto de uma grande e florida amendoeira, Erica e Fifi viram Nali muito atarefado a semear flores e a regar os jardins. Num momento em que Nali caminhava em direção a um pequeno lago, Pepe aproximou-se e disse:
- Amigo! Nos jardins do lado Sudoeste as flores estão tristes e a chorar.
Ouvindo aquilo, Nali olhou Erica e disse-lhe:
- Se quiseres podes vir fazer-me companhia.
Aceitando a ideia, Erica acompanhou-o e atravessando a zona dos plátanos, seguiram-se inúmeros jardins onde as flores lá existentes estavam murchas e tristonhas. Aproximando-se, Nali perguntou:
- Porque estão tristes?
Com uma voz fininha, um malmequer sussurrou:
- Já à muito tempo que não recebemos água e, por isso estamos quase a secar.
Compreendendo o que as flores estavam a sentir, Erica disse:
- Não podemos deixar que as flores sequem e morram. Temos que as ajudar.
Olhando-a, Nali disse:
- Gostava de ajudar mas, não sei como.
Pensando um pouco, Erica olhou para os jardins e perguntou:
- Onde podemos encontrar água?
Começando a andar, Nali disse:
- Vem comigo que eu vou-te levar até ao Lago Cintilante.
Aproximando-se Pompom decidiu fazer-lhes companhia e assim, começaram a andar. Depois de atravessarem longos campos de flores e de arbustos, Erica olhou para o céu e viu inúmeros pássaros a voar.
Ao fim de mais alguns metros, escondido atrás do junco estava o Lago Cintilante.
Começando a falar, Erica perguntou:
- Lago Cintilante!? Porque estás a deixar as flores secar?
Olhando-a, Cintilante respondeu:
- Todos me usam e não me dão o valor que mereço. Por isso, decidi castigá-los.
Escutando atentamente, Erica disse:
- Percebo o que estás a sentir e por isso, vou ajudar para que tudo volte ao normal.
Regressando para ao pé de Cucas, Erica contou-lhe tudo. Ele, depois de pensar um bocado, Cucas disse:
- Sabes que não posso sair daqui para te ajudar. Tudo o que posso fazer é falar com os amigos pássaros e pedir-lhes ajuda.
Aceitando a ajuda, Erica foi ter com os amigos veados e aproximando-se de Bolas contou-lhe como tinha sido a conversa com Cintilante. Querendo ajudar, Bolas disse:
- Vou falar com todos os meus amigos e vamos ajudar.
Desejosa de ajudar, Erica disse:
- Temos que ser rápidos.
Concordando, Bolas perguntou:
- Como vamos fazer para falar com os outros animais?
Depois de pensar um bocado, Erica disse:
- A melhor solução é fazermos uma reunião com todos os animais e assim contamos-lhes tudo.
Com grande vontade de ajudar, Cucas disse:
- Podemos pedir ao senhor Vento para dizer a todos os animais que vamos fazer esta reunião. Ele que é rápido consegue fazer isso melhor.
Concordando, Erica disse:
- Temos que falar com ele o mais rápido possível.
Enquanto pensavam, Fifi aproximou-se e perguntou:
- Que se passa!? Porque estão tão preocupados?
Contando-lhe tudo o que estava a acontecer, Erica olhou Fifi que agora mostrava umas cores escuras e apagadas. Prontificando-se para ajudar, Fifi disse:
- Vou já falar com o senhor Vento.
Desaparecendo no céu, Fifi voou até ele e depois de contar tudo o que estava a acontecer, regressou para junto dos amigos.
Pouco depois, após algumas rajadas de vento os animais começaram a chegar ao pé de Cucas. Depois de falarem acerca de Cintilante e te tentarem encontrar uma solução para o seu problema, Erica perguntou:
- O que acham de fazermos uma festa e então, mostramos-lhe que vamos começar a respeitá-lo e a ajudá-lo?
Ao ouvirem a ideia, os amigos disseram:
- Vamos!
Iniciando os preparativos Pingas, Nali e Pepe começaram a recolher flores e ervas bem cheirosas. Bolas, Riscas e Pompom prepararam os amigos grilos e cigarras para cantarem, enquanto Max ajudava Erica a ensinar as flores a dançar.
Atarefados com os preparativos os animais sorriam e de repente, o Sol radioso que iluminava o dia, desapareceu.
Erica, olhando para o amigo Sol viu-o muito triste com os seus raios tão apagados que perguntou:
- Porque estás triste?
Sem conseguir sorrir, o Sol respondeu:
- Vocês vão ter uma festa e eu, vou ficar aqui sozinho e triste.
Olhando-o, Erica disse:
- Não vais ficar sozinho e, precisamos de ti para iluminar tudo. Sem a tua luz e o teu calor não podemos viver. És essencial na festa.
Sorrindo, o amigo Sol disse:
- Vou fazer o possível para que seja uma festa maravilhosa.
Enquanto continuavam os preparativos, Fifi que esvoaçava levemente, disse:
- Erica, as minhas amigas flores estão a preparar-nos uma surpresa.
Os preparativos foram continuando e todos os animais estavam felizes e contentes.
Ao fim da tarde quando já estava tudo preparado, os animais começaram a chegar e as flores ofereciam de surpresa, lindas coroas floridas feitas por elas mesmas.
Com os grilos a cantar, as flores a dançar e todos os animais e plantas felizes, a alegria era muita. Enquanto Erica se divertia, o lago Cintilante mostrava a sua alegria com suaves e meigas ondas suaves.
Toda aquela animação parecia não ter fim e a alegria era cada vez maior.
Enquanto observava as flores a dançar, Erica sorria feliz e animada. No momento, em que Max e Pompom brincavam com alguns balões, um rebentou provocando um grande estrondo.
Com esse barulho, Erica viu-se sentada na sua cama. Confusa com tudo aquilo levantou-se e, ao olhar para a sua mesa de cabeceira, viu a noz aberta e completamente vazia.
Preparando-se e indo ter com a mãe, Erica encontrou no centro da mesa uma bonita coroa de flores, igual às utilizadas na festa. Sem conseguir perceber se tudo tinha sido real ou um sonho, Erica decidiu não contar a ninguém e assim, guardar aquele momento só para si.
sábado, 19 de maio de 2012
Leitura
Dia 18 de Maio, leitura da história O Parque Misterioso para crianças, adolescentes e adultos em Góis. Mostrando uma grande interação, todos os ouvintes gostaram e aplaudiram.
Adorava repetir.
Adorava repetir.
quarta-feira, 21 de março de 2012
Pensamentos
Olhando uma bela flor Numa tarde te conheci
Lembrei o teu doce olhar Só depois me apaixonei
Guardando-o com amor Foi então que percebi
Senti o que à muito tento apagar Que de ti nada terei
Contando as horas que batem Sozinha e a amargurar
Sonho voltar-te a encontrar Sofrendo com a solidão
Mostrando a tudo e a todos Com grande desejo de amar
Que o amor anda no ar Espero conquistar teu coração
Com um adeus apressado Depois de te conhecer
Todo este amor nasceu Perdi a lógica e a razão
Ficando contando e esperando Só mais tarde pude entender
O momento em que serias meu Que me roubaste o coração
Lembrei o teu doce olhar Só depois me apaixonei
Guardando-o com amor Foi então que percebi
Senti o que à muito tento apagar Que de ti nada terei
Contando as horas que batem Sozinha e a amargurar
Sonho voltar-te a encontrar Sofrendo com a solidão
Mostrando a tudo e a todos Com grande desejo de amar
Que o amor anda no ar Espero conquistar teu coração
Com um adeus apressado Depois de te conhecer
Todo este amor nasceu Perdi a lógica e a razão
Ficando contando e esperando Só mais tarde pude entender
O momento em que serias meu Que me roubaste o coração
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