quarta-feira, 18 de novembro de 2015

A Fábrica de Chocolates

        Nas margens do rio Bonga, a aldeia Cocada era a mais bela de todos os arredores.
Amigos desde os primeiros anos de vida, Hugo, Nicole e Tiago adoravam brincar à beira rio e todos os momentos eram aproveitados para a diversão.
Com a chegada do Outono, os amigos programavam as atividades para o fim de semana que se aproximava.
- Podíamos ir ver o moinho – disse Hugo.
- Ou ir às ruínas do castelo – disse Nicole.
- E, em vez de irmos pela estrada, podemos ir pelo Monte Das Velhas – disse Tiago.
- Sim – disse Hugo.
Felizes, os amigos esperaram por sábado e começaram o passeio. Ao chegarem perto do abeto centenário, viram vários caminhos que podiam seguir e confusos, olharam uns para os outros.
- Por onde vamos? – perguntou Tiago.
- Não sei – respondeu Nicole.
- Vamos por um qualquer – disse Hugo.
Depois de escolherem o caminho, os amigos começaram a andar e alguns metros depois ouviram um barulho esquisito parecido com um assobio. Surpresos, olharam para vários locais e, ao olharem para umas árvores distantes viram um fumo esquisito atrás delas.
Com atenção viram que este era cor de rosa e que largava no ar um delicioso aroma a chocolate.
Curiosos e sem saberem qual a sua origem, os amigos olharam-se em silêncio.
- Que fumo tão esquisito – disse Tiago.
- Pois é. Mas, o seu cheiro é muito bom. Parece Chocolate – disse Nicole.
- Vamos tentar descobrir o que é? – perguntou Hugo.
- Vamos! – responderam os amigos.
Durante o trajeto, os amigos viram que o fumo parecia estar enfeitado com flores.
Alguns metros á frente, apareceu o esquilo Cholas que não parava de saltar e de agitar a cabeça.
- Só a mim é que isto acontece. Agora, eu é que vou ter que resolver o problema – disse Cholas.
Sem imaginarem qual era o problema, os amigos continuaram a observá-lo.
- Estou tramado! Estou tramado! – repetia Cholas.
- Os meus colegas estão doidos e devem pensar que eu sou o esquilo maravilhas – respondeu Cholas.
- Mas, o que aconteceu? – perguntou Nicole.
- Eles distraem-se com tudo e depois culpam-me – respondeu Cholas.
- Porque dizes isso? – perguntou Hugo.
- Os chocolates estavam quase prontos mas, eles distraíram-se e durante a noite o pior aconteceu – respondeu Cholas.
- Que chocolates? – perguntou Nicole.
- Os chocolates que estávamos a preparar – respondeu Cholas.
- Mas, onde é que os estavam a preparar? – perguntou Tiago.
- Na nossa fábrica – respondeu Cholas.
- Qual fábrica? – perguntou Nicole.
- A fábrica de chocolates – respondeu Cholas.
- Onde é? – perguntou Hugo.
- Venham comigo que eu levo-vos lá – disse Cholas.
Seguindo Cholas, os amigos atravessaram um pequeno riacho e, atrás de um pequeno monte, viram a fábrica que era enorme. Abrindo o portão, Cholas deixou os amigos entrar e sorriu.
- Entrem e deliciem-se com este cheiro maravilhoso – disse Cholas.
- Obrigado – agradeceram os amigos.
Enquanto observavam os outros esquilos a preparar o chocolate, o castor Chunga apareceu e, com um ar bastante carrancudo aproximou-se de Cholas.
- Encontraste o que te pedi? – perguntou Chunga.
- Encontrei. E também encontrei estes amigos. O Hugo, a Nicole e o Tiago – respondeu Cholas.
- Antes de mais, vai entregar o ingrediente à cozinha pois está a ser preciso – disse Chunga.
- Posso levar os meus novos amigos? – perguntou Cholas.
- Podes. Mas, vai lá depressa – respondeu Chunga.
Feliz, Cholas foi até à cozinha e os amigos acompanharam-no. Já lá, viram uma gatinha a mexer um caldeirão e Cholas entregou-lhe o que trazia consigo.
- Colly, não foi fácil de encontrar mas, consegui – disse Cholas, sorridente.
- Só falta isto para tudo ficar perfeito – disse Colly.
Nesse momento, Colly viu os amigos e sorriu-lhes.
- Venham mais perto e ajudem-me a mexer o caldeirão – disse Colly.
Sorridentes, os amigos aproximaram-se e, no momento em que pegaram nas colheres usadas para mexer o caldeirão, todo o espaço se encheu de um fumo cor de rosa, igual ao que tinham observado atrás das árvores.
Maravilhados, os amigos regressaram às suas casas e todos os dias recordavam aquele dia que tinha sido o melhor de sempre.

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Viagem Ao Mundo Das Vitaminas

         Numa calma manhã de início de outono, os irmãos Diogo de 9 anos e Mariana de 8, viam um vídeo e atentos, tentavam aprender o máximo possível.
         No entanto, de um momento para o outro, começaram a sentir algum sono e fecharam os olhos. No momento em que os abriram, viram lá perto algo semelhante a uma cenoura mas, num tamanho muito maior.
         Sentindo uma mistura de medo e curiosidade, Diogo e Mariana ficaram imóveis sem saber o que fazer.
         Momentos depois, viram que, um limão também em tamanho grande se aproximava e cantava.
·        Tenho muita vitamina C
E o ferro faço aumentar
Sou tão forte como o melão
O meu lema é ajudar. 
Espantados por o ouvirem falar, continuaram a observá-lo e viram que se dirigia para eles.
- Olá – disse ele.
- Olá – responderam os irmãos.
- Bem-vindos ao mundo das vitaminas – disse o limão.
- Mundo das vitaminas? – perguntou Diogo.
- Sim. Querem conhecê-lo? – perguntou o limão.
- Sim – responderam os irmãos.
- Em primeiro lugar, vou-me apresentar. Sou o Vita e vou-vos levar a conhecer tudo – disse Vita.
Ao chegarem a um pequeno recreio, viram uma ervilha que divertida, brincava com uma flor.
- Olá Évila. Quero apresentar-te o Diogo e a Mariana – disse Vita.
- Olá – respondeu a ervilha.
- Olá – responderam os irmãos.
- Estes amigos estão desejosos para conhecer o nosso mundo e eu, vou ajudá-los.
- Então, venham comigo até à praça das vitaminas – disse Évila.
Depois de andarem alguns metros, chegaram a uma praça e viram lá, variadas frutas e vegetais a brincar e a sorrir.
Afastando-se um pouco, Vita falou com os amigos e estes, instantaneamente fizeram uma fila e começaram a apresentar-se.
Começou o limão:
“ Sou o Lingas
Amigo da vitamina C
Favoreço o organismo
Trabalho onde ninguém me vê.”

Continuou a cenoura:
“Com muita vitamina E
Apresento-me, sou a Cinuca
Melhoro a visão de todos
Não me chamem maluca.”

Seguiu-se o cogumelo:
“Sou o Comlo
Cheio de vitamina B5
Trabalho com as gorduras
Deixo tudo num brinco.”

O seguinte foi o abacate:
“O meu nome é Abalé
Sou bom com as hemorragias
Tenho muitas proteínas
Trabalho todos os dias.”

Chegou a vez da castanha:
“Sou a Catas
Com muita vitamina H
Trato dores e exaustão
Resolvo o que á.”

Continuou o morango:
“Apresento-me sou o Mogas
E C é a minha vitamina
Fortaleço o sistema
Seja menino ou menina.”
Continuou a ervilha:
“Sou a Évila pequenina
Redonda trato a depressão
Ajudo a melhorar a pele
Tento tratar a situação.”

Por último foi o trigo:
- Sou o Tongas bonitinho
E tenho vitamina B1
Faço tudo bem certinho
Trabalho como nenhum.”

Sorridentes, todos deram as mãos e fizeram uma roda onde começaram a dançar. Após algum tempo, Vita aproximou-se.
- Já aprenderam muito? – perguntou ele.
- Sim – responderam os irmãos.
- Mesmo? – perguntou Vita.
- Sim – respondeu Diogo.
- Aprendemos que as frutas são mesmo muito importantes e que não podemos viver sem elas – disse Mariana.
- Exato. E sabem qual é a porção diária que devem consumir? – perguntou Vita.
- Não – responderam os irmãos.
- Para vocês, a porção recomendada é o equivalente a três xicaras de vegetais e duas de frutas – explicou Vita.
- A partir de hoje, vou começar a comer muitas frutas – disse Diogo.
- E eu também – concordou Mariana.
Então, recomeçaram a dança e de um momento para o outro, uma grande nuvem de poeiras e estrelas apareceu.
No momento seguinte, quando Diogo e Mariana abriram os olhos, viram que estavam de regresso ao sofá de casa e, em cima de cadeiras estavam dois lindos peluches, iguais a Vita.
A partir desse dia, não só Diogo mas também Mariana começaram a seguir à risca, as doses recomendadas de frutas e vegetais. E, várias vezes ao dia, cantavam:

  
As vitaminas são essenciais
Comam frutas e vegetais
Precisamos dos nutrientes
Para ficar felizes e contentes
São necessários para viver
E ajudam-nos a crescer
Com elas a saúde melhora
E ficamos bons sem demora.
 








sexta-feira, 9 de outubro de 2015

A Fábrica De Chocolates

         Nas margens do rio Bonga, a aldeia Cocada era a mais bela de todos os arredores.
         Amigos desde os primeiros anos de vida, Hugo, Nicole e Tiago adoravam brincar à beira rio e todos os momentos eram aproveitados para a diversão.
         Com a chegada do Outono, os amigos programavam as atividades para o fim de semana que se aproximava.
         - Podíamos ir ver o moinho – disse Hugo.
         - Ou ir às ruínas do castelo – disse Nicole.
         - E, em vez de irmos pela estrada, podemos ir pelo Monte Das Velhas – disse Tiago.
         - Sim – disse Hugo.
         Felizes, os amigos esperaram por sábado e começaram o passeio. Ao chegarem perto do abeto centenário, viram vários caminhos que podiam seguir e confusos, olharam uns para os outros.
         - Por onde vamos? – perguntou Tiago.
         - Não sei – respondeu Nicole.
         - Vamos por um qualquer – disse Hugo.
         Depois de escolherem o caminho, os amigos começaram a andar e alguns metros depois ouviram um barulho esquisito parecido com um assobio. Surpresos, olharam para vários locais e, ao olharem para umas árvores distantes viram um fumo esquisito atrás delas.
         Com atenção viram que este era cor de rosa e que largava no ar um delicioso aroma a chocolate.
         Curiosos e sem saberem qual a sua origem, os amigos olharam-se em silêncio.
         - Que fumo tão esquisito – disse Tiago.
         - Pois é. Mas, o seu cheiro é muito bom. Parece Chocolate – disse Nicole.
         - Vamos tentar descobrir o que é? – perguntou Hugo.
         - Vamos! – responderam os amigos.
         Durante o trajeto, os amigos viram que o fumo parecia estar enfeitado com flores.
         Alguns metros á frente, apareceu o esquilo Cholas que não parava de saltar e de agitar a cabeça.
         - Só a mim é que isto acontece. Agora, eu é que vou ter que resolver o problema – disse Cholas.
         Sem imaginarem qual era o problema, os amigos continuaram a observá-lo.
         - Estou tramado! Estou tramado! – repetia Cholas.
         - Os meus colegas estão doidos e devem pensar que eu sou o esquilo maravilhas – respondeu Cholas.
         - Mas, o que aconteceu? – perguntou Nicole.
         - Eles distraem-se com tudo e depois culpam-me – respondeu Cholas.
         - Porque dizes isso? – perguntou Hugo.
         - Os chocolates estavam quase prontos mas, eles distraíram-se e durante a noite o pior aconteceu – respondeu Cholas.
         - Que chocolates? – perguntou Nicole.
         - Os chocolates que estávamos a preparar – respondeu Cholas.
         - Mas, onde é que os estavam a preparar? – perguntou Tiago.
         - Na nossa fábrica – respondeu Cholas.
         - Qual fábrica? – perguntou Nicole.
         - A fábrica de chocolates – respondeu Cholas.
         - Onde é? – perguntou Hugo.
         - Venham comigo que eu levo-vos lá – disse Cholas.
         Seguindo Cholas, os amigos atravessaram um pequeno riacho e, atrás de um pequeno monte, viram a fábrica que era enorme. Abrindo o portão, Cholas deixou os amigos entrar e sorriu.
         - Entrem e deliciem-se com este cheiro maravilhoso – disse Cholas.
         - Obrigado – agradeceram os amigos.
         Enquanto observavam os outros esquilos a preparar o chocolate, o castor Chunga apareceu e, com um ar bastante carrancudo aproximou-se de Cholas.        
         - Encontraste o que te pedi? – perguntou Chunga.
         - Encontrei. E também encontrei estes amigos. O Hugo, a Nicole e o Tiago – respondeu Cholas.
         - Antes de mais, vai entregar o ingrediente à cozinha pois está a ser preciso – disse Chunga.
         - Posso levar os meus novos amigos? – perguntou Cholas.
         - Podes. Mas, vai lá depressa – respondeu Chunga.
         Feliz, Cholas foi até à cozinha e os amigos acompanharam-no. Já lá, viram uma gatinha a mexer um caldeirão e Cholas entregou-lhe o que trazia consigo.
         - Colly, não foi fácil de encontrar mas, consegui – disse Cholas, sorridente.
         - Só falta isto para tudo ficar perfeito – disse Colly.
         Nesse momento, Colly viu os amigos e sorriu-lhes.
         - Venham mais perto e ajudem-me a mexer o caldeirão – disse Colly.
         Sorridentes, os amigos aproximaram-se e, no momento em que pegaram nas colheres usadas para mexer o caldeirão, todo o espaço se encheu de um fumo cor de rosa, igual ao que tinham observado atrás das árvores.

         Maravilhados, os amigos regressaram às suas casas e todos os dias recordavam aquele dia que tinha sido o melhor de sempre.

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

As Olimpiadas do Desporto

 Numa fria e triste manhã de Outono, Diogo sentou-se no seu quarto e começou a brincar com o seu boneco preferido. Minutos depois, a mãe Laurinda entrou e ficou uns segundos a observá-lo.
         - Estás a fazer alguma coisa importante? – perguntou ela.
         - Não. Estou só a brincar com o meu boneco – respondeu Diogo.
         - Os teus amigos Miguel, Íris e Luna estão na sala à tua espera – disse Laurinda.
         A correr, Diogo foi até à sala e lá encontrou os amigos.
         - Olá. Viemos cá perguntar se queres ir connosco ver o que estão a arranjar na praça – disse Íris.
         - Claro que quero – disse Diogo.
         Saindo de casa, Diogo e os amigos foram até à praça e lá, viram várias pessoas ocupadas a preparar algo. Aproximando-se do senhor Quim, Luna ficou a observar o seu trabalho.
         - Que é isto? – perguntou ela.
         - Isto é o campo de jogos do berlinde – respondeu Quim.
         - Mas para quê!? – perguntou Íris.
         - Como na próxima semana vão ser as olimpíadas do desporto, esta vai ser uma das atividades – respondeu Quim.
         - Eu quero participar – disse Íris.
         - E eu também – disse Diogo.
         - Vamos todos participar – disse Luna.
         - Eu adoro jogar à tunda e à macaca – disse Íris.
         - Prefiro a corrida de sacos – disse Diogo.
         - Já eu, prefiro a dançadas cadeiras – disse Luna.
         - Todos nos vamos divertir – disse Íris.
         Nos dias que se seguiram, os amigos não conseguiam esconder o entusiasmo e, no sábado de manhã acordaram prontos para o que poderia acontecer.
         Já reunidos foram até à praça e começaram a percorrê-la.
         Na primeira diversão, encontraram o jogo do berlinde que Miguel começou logo a praticar.
         A diversão seguinte era o jogo da tunda que foi escolhido pela Íris e pela Luna.
         Diogo andou um pouco mais e preferiu jogar ao pião.
         Terminadas as atividades, os amigos reuniram-se perto do repuxo para conversar.
         - Adorei jogar à tunda – disse Luna.
         - Eu também – disse Íris.
         - E eu, que pensava já não saber jogar ao pião, afinal ainda me safei bem – disse o Diogo.
         - Eu aprendi técnicas novas que são muito importantes no jogo – disse Luna.
         - O jogo do berlinde também foi bom – disse Miguel.
         Enquanto observavam as outras pessoas, os amigos viram o senhor Filipe aproximar-se, trazendo nos braços um grande e bonito peluche.
         - Tão bonito!!! – exclamou Íris.
         - Adorava ter um igual – disse Luna.
         Ouvindo o que os amigos diziam, Filipe aproximou-se.
         - Olá – disse ele.
         - Olá – responderam os amigos.
         - Por acaso ouvi o que diziam e, se forem à barraca do Sebastião encontram lá muitos mais peluches – disse Filipe.
         - Nós não temos é dinheiro para os comprar – disse Luna.
         - Mas, vão até lá – disse Filipe.
         Aceitando a sugestão, os amigos foram à barraca do Sebastião e viram lá maravilhosos peluches.
         - Olá meninos. Já visitaram tudo? – perguntou Sebastião.
         - Já vimos muitas coisas mas, ainda não foi tudo – disse Diogo.
         - Querem participar na prova dos 4 desafios? – perguntou Sebastião.
         - Como é? - perguntou Íris.
         - A prova é constituída por corrida, salto em comprimento, escalada e ciclismo – respondeu Sebastião.
         - Eu vou participar – disse Luna.
         - Eu também – disse Miguel.
         - E eu também – disse Íris.
         - Claro que vamos participar todos – disse Diogo.
         - Então, é melhor irem inscrever-se enquanto têm tempo – disse Sebastião.
         A correr, os amigos foram inscrever-se e pouco depois, foram chamados para a prova de corrida, onde conseguiram uma pontuação razoável.
         Em seguida, foi a prova de salto em comprimento e a classificação manteve-se razoável. Já na escalada, a pontuação foi excelente e por último, a corrida de ciclismo também foi muito boa.
         Felizes, os amigos sentaram-se num banco do jardim e, pouco depois uma voz anunciou:
         “Terminadas as provas vamos dar inicio à entrega dos comprovativos e das medalhas. Peço a todos os participantes que se aproximem.”
         Já todos reunidos, receberam os comprovativos e a acompanhar receberam também peluches iguais aos que Sebastião estava a vender.
         Felizes, regressaram às suas casas nunca esquecendo aquele dia tão divertido.





sexta-feira, 3 de julho de 2015

O Vestido da Princesa

        Rodeado por belas planícies, o palácio Cintilante mostrava as suas imponentes torres assim como as suas muralhas.
Habitado pelo rei Cristóvão, pela rainha Doroteia e pela princesa Luna, o palácio tinha em todo o seu redor, graciosos jardins e um belíssimo lago de água cristalina.
Numa manhã de verão, enquanto o rei e a rainha conversavam na biblioteca, Luna brincava com o seu gato Leo.
Algum tempo depois, Luna foi para o seu quarto onde ficou a ver uma revista.
- Princesa Luna, o seu pai pediu-lhe para ir à biblioteca – disse uma das aias.
Já na biblioteca, Luna sentiu-se curiosa com o que poderia acontecer.
- Filha. No fim de semana vamos ter uma festa cá no palácio – disse Doroteia.
- Na festa vão estar saltimbancos e vai haver muita animação – disse Cristóvão.
- Adoro festas – disse Luna.
Durante o resto do dia, Luna só pensava na festa e no quarto, começou a ver os seus vestidos tentando escolher um. Após algum tempo, Luna sentou-se na sua cama e olhou para as flores que enfeitavam a mesa de cabeceira.
Nesse momento, Luna pensou em como gostaria de ter um vestido belo e colorido como as flores e ficou durante vários minutos a imaginá- lo.
Aproximando-se da janela, Luna olhou para os jardins do palácio e viu como estavam bonitos e coloridos.
Saindo de casa, Luna foi para o jardim e lá, sentou-se perto de um monte de malmequeres.
- Era tão bonito se eu tivesse um vestido de flores – disse Luna.
Aproximando-se, o seu gato Leo parou a observá-la e, parecendo compreendê-la, começou a miar baixinho.
Nesse momento, um arbusto começou a abanar e uma nuvem de borboletas pairou sobre ele. Sem saber o que pensar, Luna viu o pêlo de Leo enriçar e começou a fazer-lhe festas.
Segundos depois, Luna viu aparecer um duende sentiu medo. Aproximando-se, o duende sentou-se ao seu lado e calmamente apanhou um malmequer, oferecendo-o a Luna.
- Que se passa? Porque estás tão triste? – perguntou o duende.
- Nunca vou conseguir um vestido como quero – disse Luna.
- Eu sou o Guloso, um duende da terra dos Desejos e, vou tentar ajudar-te – disse o duende.
- Eu sou a Luna – apresentou-se a princesa.
    - Como queres o vestido? – perguntou Guloso.
- Quero um vestido de flores. Muito colorido e cheio de aromas – respondeu Luna.
- O que queres não é fácil de arranjar mas, vou falar com os meus amigos e vamos tentar conseguir – disse Guloso.
No dia seguinte, Luna regressou ao jardim e ao chegar ao monte dos malmequeres, viu caídas no chão várias pétalas de flores. Curiosa, ficou a pensar na causa das pétalas estarem no chão e, enquanto as olhava, Guloso apareceu.
- Olá – disse Guloso.
- Olá – respondeu Luna.
- Que tens feito? – perguntou Guloso.
- Tenho pensado na festa – respondeu Luna.
- Quando me disseste que querias um vestido de flores, eu disse que te ia ajudar – disse Guloso.
- Pois foi. Mas, é impossível fazer um vestido de flores – disse Luna.
- Não, não é. Eu e o meu amigo Suspiro já resolvemos o problema – disse Guloso.
- Como!? – perguntou Luna.
- Reuni todos os duendes da terra dos Desejos e, em conjunto conseguimos criar o vestido que desejas – respondeu Guloso.
Nesse momento, Luna viu uma caixa e correu até ela, abrindo-a.
Então, viu lá o vestido e ao tirá-lo, uma nuvem de borboletas rodeou-a totalmente. Imediatamente, Luna sentiu uma sensação esquisita e, ao olhar para si, viu que tinha um magnifico vestido, muito bonito e com maravilhosos aromas.
Vendo que o seu desejo tinha sido realizado, Luna abraçou Guloso.
- É lindo! Obrigado – agradeceu Luna.
- Foi difícil mas, com a ajuda de todos, tudo foi possível – disse Guloso.
Rodopiando, Luna fez o vestido flutuar no ar e espalhou um maravilhoso aroma a rosas.
Feliz, Luna regressou a casa e esperou ansiosa pela noite da festa.
Na noite à tanto aguardada, Luna chegou à festa e instantaneamente atraiu a atenção dos convidados que acharam o vestido maravilhoso.
No final da festa, Luna sentia-se muito especial.

segunda-feira, 29 de junho de 2015

O Farol Misterioso

Numa manhã de sol brilhante, toda a aldeia Sapegato despertava para mais um dia de verão.
         Na rua Balelas, moravam os irmãos Mili de 10 anos e Edu de 11 que, enquanto ajudavam a mãe Tânia, viram o pai Gustavo aproximar-se.
         - A tia Laura acabou de nos convidar para irmos duas semanas para casa dela. Como sabe que vocês adoram praia, lembrou-se que iam adorar – disse Gustavo.
         - Boa!!! – exclamaram os irmãos.
         - Então, temos que preparar os sacos para levar-mos – disse Tânia.
         Depois de estar tudo pronto, Mili e Edu ficaram muito ansiosos com a viagem e com tudo o que podia acontecer.
         Na manhã seguinte durante a viagem, Mili adorou as paisagens que viu e algum tempo depois, chegaram a casa da tia Laura.
         - Olá sobrinhos. Como estão? – perguntou Laura.
         - Estamos bem – respondeu Mili.
         - Espero que gostem e que se divirtam. Já preparei os quartos e os meus sobrinhos preferidos vão ficar no quarto perto do farol abandonado e que tem o beliche – disse Laura.
         - Que bom. Nunca dormimos num beliche – disse Edu.
         Então, Laura mostrou-lhes o quarto que, para além de grande, era também muito colorido.
         - Como sei que a cama de cima é sempre a preferida, vão lá dormir á vez – disse Laura.
         Depois de prepararem tudo, Mili e Edu foram à praia que era muito pertinho e lá, brincaram muito. Já cansados, começaram a apanhar conchas e assim, chegaram perto de um pescador.
         - Boa tarde – disse Mili.
         - Boa tarde – disse o pescador.
         - Eu sou o Edu e ela é a minha irmã Mili – apresentou-se Edu.
         - Eu sou o pescador Carlos – apresentou-se ele.
         - Gosta de ser pescador? – perguntou Mili.
         - Sim. Adoro o mar e nesta profissão posso estar pertinho dele – respondeu Carlos.
         - Eu não gosto nada de peixe – disse Edu.
         - Eu também não – disse Mili.
         - Muitas pessoas não gostam – disse Carlos.
         - Ser pescador deve ser uma profissão chata – disse Edu.
         - É um bocado. Mas, para quem gosta, não importa – disse Carlos.
         - Eu, quando for grande quero ser professora – disse Mili.
         - E eu quero ser piloto de fórmula 1 – disse Edu.
         - Muito bem – disse Carlos.
         - Temos que ir embora. Adeus – disse Mili.
         - Adeus – disse Carlos.
         De regresso a casa, mostraram as conchas que tinham apanhado.
         - Também conhecemos o pescador Carlos – disse Edu.
         - O Carlos é muito simpático e adora crianças – disse Laura.
         À noite, quando estavam a tentar adormecer, uma luz forte invadiu o quarto e desapareceu. Poucos segundos depois, a luz voltou e assim sucessivamente.
         Curiosos e ao mesmo tempos assustados, Mili e Edu aproximaram-se da janela e ao verem que a luz vinha do farol abandonado, correram a esconder-se debaixo dos lençóis.
         No dia seguinte ao acordarem, recordaram o que tinha acontecido mas, decidiram não contar a ninguém.
         À noite, aconteceu a mesma coisa o que os deixou desejosos de descobrir porque é que aquilo acontecia.
         Logo de manhãzinha, Mili e Edu foram até ao farol e viram que a porta estava fechada com um cadeado. Desiludidos, afastaram-se e regressaram a casa onde viram televisão.
         No dia seguinte, regressaram lá e depois de percorrerem diversas vezes a base do farol, viram uma pequena janela onde uma gaivota descansava.
         Depois de a afastarem, Edu espreitou e viu lá diversos caixotes.
         - O que têm? – perguntou Mili.
         - Não consigo ver – respondeu Edu.
         - Temos que tentar descobrir - disse Mili.
         - Vamos ver se conseguimos entrar de alguma maneira – disse Edu.
         Em frente à porta que continuava trancada, os irmãos começaram a procurar pistas e, ao levantarem uma pedra encontraram lá uma chave. Pegaram-lhe rapidamente e regressaram à porta, onde conseguiram abrir o cadeado.
         Após entrarem, abriram um caixote e viram lá dentro muitas peças de metal e vários livros.
         - Joca, tens que ter muito cuidado. Não te podes esquecer da porta aberta – disse uma voz.
         Ouvindo aquelas palavras, Mili e Edu esconderam-se e em silêncio, esperaram por novos acontecimentos.
         - Mas, Rodolfo. Eu não deixei a porta aberta – disse Joca.
         - Então só pode ter sido obra do outro mundo – disse Rodolfo.
         - Eu não fui de certeza – disse Joca.
         - É melhor nos despacharmos pois estou com um pressentimento esquisito – disse Rodolfo.
         - Eu vou buscar a carrinha e tu, leva as caixas vazias pequenas para perto da porta – disse Joca.
         - Ok – disse Rodolfo.
         Continuando em silêncio absoluto, Mili e Edu viram Rodolfo transportar as caixas para a entrada. Segundos depois, Joca regressou ao farol onde desligou uma chamada.
         - O Chico ligou a dizer que já tem mais produtos para irmos buscar – disse Joca.
         - Ele devia começar a pensar em como nos vamos desfazer do material sem levantar suspeitas – disse Rodolfo.
         - Já o ouvi dizer que conseguiu um possível comprador – disse Joca.
         - Só espero é que ele não se esqueça que, quem fez o trabalho sujo fomos nós. Não me apetece ficar sem nada, depois de nos termos arriscado tanto durante os assaltos – disse Rodolfo.
         - Pois. Nós é que nos arriscámos – disse Joca.
         - Vamos carregar as caixas para irmos buscar o resto do material – disse Rodolfo.
         Depois de carregarem as caixas, Joca e Rodolfo saíram na carrinha e Mili e Edu puderam também sair do esconderijo.
         - E agora!? Como vamos sair daqui? – perguntou Mili.
         - Vamos até à janela onde está a gaivota. Ela não é muito alta e, depois de partirmos o vidro, saímos e vamos a correr contar tudo á policia – disse Edu.
         Ao chegarem à janela, partiram-na com a ajuda de uma pedra e felizes saltaram para a rua e correram até ao posto da polícia. Lá, aproximaram-se de um dos agentes.
         - Sr. Agente. O farol está a ser utilizado para esconder materiais roubados – disse Mili.
         - O quê!? – perguntou o agente Sebastião.
         - É isso. Estamos em casa da tia Laura e vimos que, à noite uns homens vão para lá – respondeu Edu.
         - Na noite passada, ouvimo-los dizer que iam buscar mais material – disse Mili.
         - Estou a perceber que temos que planear uma armadilha para os apanhar – disse Sebastião.
         Depois de ter chamado e informado outros agentes, estes entraram nos carros patrulha e levando Mili e Edu, foram para o farol.
         Surpreendidos pelos agentes, os ladrões não resistiram e foram capturados.
         No momento em que estavam a ser algemados, o telemóvel de Joca tocou e o agente Sebastião pegou nele, colocando-o em alta voz.
         “-Então!? Já descarregaram tudo? – perguntou Chico.”
         - Diga ao seu amigo que precisa da sua ajuda – sussurrou Sebastião a Joca.
         - Estamos com problemas e precisamos de ajuda – disse Joca.
         “- São uns incompetentes! Vou já para aí, resolver a situação – disse Chico.”
         Terminada a chamada, ficaram à espera e pouco tempo depois, viram outro carro aproximar-se.  
         Utilizando o elemento surpresa, algemaram Chico que se tentava libertar de todas as maneiras.
         - Que estão a fazer!? Larguem-me! – berrou Chico.
         - O seu plano terminou – disse Sebastião.
         Ao ver Joca e Rodolfo já sentados no carro patrulha, Chico calou-se e em silêncio sentou-se junto dos comparsas.
         Já na esquadra, depois de confessarem o que tinham planeado, foram todos presos sem exceção.

         Dias depois, os materiais roubados foram entregues aos seus verdadeiros donos e tudo terminou bem.

O medo da Cristal

  O dia estava a nascer e ao mesmo tempo, o país das fadas despertava. Enquanto algumas fadas faziam os seus voos matinais, outras abriam a...