sábado, 6 de agosto de 2016

A Casa Dos Anões

        Numa fria manhã de inverno, Mili de 9 anos foi acordada pela mãe Elisa.
- Mili! Está a nevar! – exclamou ela.
Mili levantou-se rapidamente e aproximou-se da janela, onde viu a neve a cair.
- Que bonito! – exclamou Mili.
- Já à muitos anos que não nevava cá na aldeia – disse Elisa.
- Vou chamar os meus amigos e vamos brincar – disse Mili.
- Tem cuidado para não te magoares – recomendou Elisa.
- Está bem – disse Mili.
Equipada com uma grossa camisola de lã, Mili saiu para a rua e começou a fazer um boneco de neve. Pouco depois, o irmão Pedro juntou-se a ela e começou então uma divertida batalha de bolas de neve.
Algum tempo depois, regressaram a casa e cansados, sentaram-se no sofá. Pouco depois, Elisa aproximou-se.
- Preciso pedir-vos um favor – disse Elisa.
- O que é? – perguntaram os irmãos.
- Tenho aqui um bolo para a avó Chica e, queria pedir para lá irem levá-lo – respondeu Elisa.
- Está bem – disseram os irmãos.
Depois de se prepararem, saíram em direção à casa da avó e, ao atravessarem a praça viram uma casa com um colorido arco-íris na parede.
Curiosos, ficaram parados a observá-la e ouviram vozes a cantar.
         Aproximando-se cada vez mais, os irmãos continuaram em silêncio e, segundos depois viram a porta abrir e saíram de lá, três anões muito contentes.
- Olá – disse o Pedro.
- Olá – responderam os anões em coro.
- Quem são vocês? – perguntou Mili.
- Eu sou o Dumpa e eles são os meus amigos Golas, Rupas e Tocas – respondeu Dumpa.
- E vocês!? Quem são!? – perguntou Tocas.
- Eu sou a Mili – respondeu ela.
- E eu sou o Pedro – respondeu o irmão.
- O que levam aí? – perguntou Golas.
- É um bolo para a nossa avó Chica – respondeu Mili.
- Nós somos muito gulosos. Mas, não sabemos cozinhar – disse Dumpa.
- Porque não pedem ajuda? – perguntou Pedro.
- Nunca! – exclamou rapidamente Tocas.
- Porquê!? – perguntou Mili.
- Nós somos mais pequenos que vocês mas, também somos capazes – respondeu Dumpa.
Depois de se despedirem, Mili e Pedro foram entregar o bolo à avó e regressaram a casa.
Uma manhã em que o sol rompia devagarinho as nuvens, Mili foi até à casa dos anões e bateu à porta. Golas abriu-a e entrando, Mili viu vários cestos em cima da mesa.
- Que vão fazer? – perguntou Mili.
- Vamos fazer um piquenique – respondeu Dunga.
- Também queres vir? – perguntou Tocas.
- Está bem. Só tenho que avisar a minha mãe – respondeu Mili.
- Então, vai avisá-la e depois volta para irmos – disse Golas.
A correr, Mili foi até à sua casa e avisou a mãe.
Regressando a correr para junto dos amigos, Mili ajudou-os nos últimos preparativos e felizes, saíram para o piquenique.
Depois de andarem vários metros, chegaram à margem de um riacho onde viram uma tartaruga muito triste a chorar.
- Que tens, Zica? Porque choras? – perguntou Golas.
- Os meus amigos foram passear até ao pântano mas, eu tenho medo e fiquei aqui sozinha – respondeu Zica.
- Queres vir connosco? – perguntou Dunga.
- Onde vão? – perguntou Zica.
- Vamos fazer um piquenique – respondeu Tocas.
- Eu conheço um lugar muito bonito e sossegado. Lá, temos a companhia da Bóni, a grande árvore vermelha e dos pássaros que lá moram – disse Zica.
Felizes, os amigos andaram alguns minutos e então, viram a grande árvore que feliz, agitava as suas folhas.
- Olá Bóni – disse Zica.
- Olá – disse Bóni.
- Podemos fazer aqui um piquenique? – perguntou Zica.
- Claro que sim – respondeu Bóni.
Divertidos, Mili e os amigos estenderam a toalha e, no momento em que distribuíam os alimentos, coloridas borboletas apareceram.
Terminado o piquenique, Mili aproximou-se de Bóni.
- És muito bonita – disse Mili.
- Obrigada – agradeceu a árvore.
- Eu moro aqui perto e nunca te vi antes – disse Mili.
- Eu sou especial. Como muitas pessoas são falsas e más, eu quase sempre só mostro o meu lado triste mas, tu e os anões são diferentes – disse Bóni.
- Diferentes, como? – perguntou Mili.
- Sei que tens um coração meigo e bondoso e que és incapaz de fazer coisas más – respondeu Bóni.
Feliz, Mili regressou a casa e durante o resto do dia, não conseguiu parar de pensar nas palavras de Bóni.
No dia seguinte, Mili foi novamente visitar os anões e, ao bater à porta, Rupas abriu-a.
- Olá Mili – disse ele, todo sorridente.
Nesse instante, um cheiro delicioso surgiu no ar e Mili viu que Rupas tinha vestido um avental que estava cheio de farinha.
- O que estão a fazer? – perguntou Mili.
- Estamos a fazer um bolo de amoras mas, não está a correr tão bem como esperávamos – respondeu Rupas.
- Querem que vos ajude? – perguntou Mili.
- Sim – respondeu Rupas, feliz.
Guiada por Rupas, Mili chegou à cozinha que estava muito, mas mesmo muito confusa. Aproximando-se, Mili viu Dunga a mexer muito depressa uns ovos e desse modo, era impossível evitar que não saíssem para fora da taça.
- Dunga, não mexas tão depressa – disse Mili.
- Tem que ser, tem que ser – disse Dunga, recomeçando a mexer.
Sem conseguir fazer Dunga parar, Mili foi até perto de Tocas e viu que ele estava muito concentrado a contar amoras.
- 3 para mim, 3 para o Golas, 3 para o Jita e 3 para o Dunga – disse Tocas.
- Que estás a fazer? – perguntou Mili.
- Estou a prepara as amoras para o bolo – respondeu Tocas.
- Precisas de ajuda? – perguntou Mili.
- Tenho que ir apanhar ainda algumas framboesas – respondeu Tocas.
- Posso ir também? – perguntou Mili.
- Claro que podes – respondeu Tocas.
Feliz, Mili saiu com Tocas e depois de andarem alguns metros, começaram a apanhar as framboesas.
Enquanto isso, Mili viu caído no chão um ninho cheio de passarinhos bebés.
- Tocas! Olha o que aqui está – disse Mili.
Tocas aproximou-se e ao ver os passarinhos, pegou cuidadosamente no ninho.
- Coitadinhos! Devem estar cheios de fome – disse Tocas.
- O que lhes podemos dar para comerem? – perguntou Mili.
- Vou-lhes dar uma framboesa – disse Tocas, escolhendo uma bem madurinha e colocando-a no ninho.
Os passarinhos comeram-na rapidamente e Tocas deu-lhes outra. Felizes, os passarinhos começaram a piar de agradecimento e Mili ficou a observá-los.
- E agora!? Não os podemos deixar sozinhos – perguntou Mili.
- Eu e os outros, tomamos conta deles – respondeu Tocas.
- E eu também ajudo – disse Mili.
Cuidadosamente, Tocas pegou no ninho e levou-o para casa. Lá, prepararam uma bonita gaiola azul clarinha e penduraram-na perto da porta, ao lado de um bonito vaso de malmequeres.
Todos os dias, Mili fazia os possíveis para ir à casa dos anões mas, nem sempre conseguia, o que a entristecia muito.
Numa manhã em que o azul do céu estava escondido por feias e grossas nuvens cinzentas, Rupas foi até à janela e pareceu-lhe ver uma sombra escura a voar. Assustado, correu até junto dos amigos.
- A bruxa encontrou-nos. Via-a a voar e de certeza que os vem apanhar – disse Rupas muito assustado.
- Tens a certeza? – perguntou Dunga.
- Sim. Vi no céu a sua sombra – disse Rupas agitando os braços.
Nesse momento, Mili bateu à porta.
- Não abram! É ela que nos vem apanhar! – exclamou Rupas.                  Aproximando-se de uma janela, Tocas deu uma rápida espreitadela e viu Mili em frente à porta.
- Não é nenhuma bruxa. É a Mili – disse Tocas.
Depois de abrirem a porta, Mili entrou.
- Que aconteceu!? Porque demoraram tanto tempo? – perguntou Mili.
- Pensámos que fosse a bruxa má – respondeu Dunga.
- Qual bruxa má? – perguntou Mili.
- A bruxa que nos quer apanhar – respondeu Rupas, já mais calmo.
- Quando morávamos na outra casa, ela ia todos os dias voar para lá e dizia que nos ia apanhar. Ela às vezes, fazia uns sons esquisitos e a casa tremia – disse Tocas.
Nesse momento, uma rajada de vento fez os ramos das árvores abanar.
- Cuidado! Ela chegou! – gritou Rupas com medo.
- Rupas, acalma-te! Não vem aí bruxa nenhuma. O vento é que fez as árvores abanarem – sossegou-o Mili.
- Não! É mesmo ela! – exclamou Rupas.
- Tem calma pois, as bruxas não existem – disse Mili.
- Existem, existem – disse Rupas.
Nesse momento, os outros anões olharam para Rupas que, continuava muito assustado.
- Vamo-nos sentar pois, quero contar-vos uma história – disse Mili.
Já sentados, os anões ficaram à escuta.
- Eu, era muito medricas e tinha medo de tudo, até da minha sombra. Todos os meus amigos gozavam comigo e eu, com vergonha, chorava. Mas, um dia mudei – disse Mili.
- O que fizeste? – perguntou Dunga.
- Numa manhã, fui ao parque e enquanto brincava no escorrega, apareceu um menino e enquanto conversávamos, eu falei-lhe dos meus medos. Ele também contou que tinha medo das mesmas coisas e, foi então que decidimos vencer esses medos – respondeu Mili.
- Mas, como conseguiste? – perguntou Tocas.
- No princípio foi difícil mas, nunca desisti e sempre acreditei que conseguia. E consegui – respondeu Mili.
- Eu também vou conseguir – disse Rupas, já mais confiante.
        Durante o resto do dia, Mili e os anões brincaram e divertiram-se muito.
        A partir daí, Mili e Pedro aproveitavam os momentos para visitar os anões e, a partir daí todos ficaram mais felizes.

sexta-feira, 1 de julho de 2016

A Festa Na Praia

Com o sol a brilhar e a mostrar toda a sua força, o verão estava a começar.
Na pequena aldeia costeira Maresia, tudo estava também preparado para a nova estação e a alegria era muita.
Numa manhã, as gémeas Dânia e Núria de 11 anos vestiram os seus fatos de banho e foram para a praia. Lá, depois de um rápido mergulho, deitaram-se nas toalhas e ficaram a apanhar um bocado de sol.
Enquanto isso, viram ao longe balões e parecia-lhes ouvir música. Curiosas, levantaram-se e aproximaram-se do local.
Viram lá para além de coloridos balões, um grande escorrega e vários insufláveis.
Imaginando a diversão que iriam ter, as gémeas foram surpreendidas por um homem que, com roupas coloridas lhes ofereceu duas flores de papel.
- Cuidem delas e não as deixem murchar – disse o homem a sorrir.
- O que é isto com tantos balões e música? – perguntou Núria.
- É uma festa para celebrarmos a chegada do verão – respondeu o homem.
- Podemos ir? – perguntou Dânia.
- Claro que sim. Vocês e todas as pessoas que quiserem – respondeu o homem.
- E quando é? – perguntou Núria.
- Começa amanhã e vai durar até ao próximo fim de semana – respondeu o homem.
- Como te chamas? – perguntou Dânia.
- O meu nome é Serafim mas, todos me chamam Bochechas – respondeu ele.
Rindo, as irmãs viram lá perto uma vendedora de pipocas que conheciam e aproximaram-se.
- Olá dona Preciosa – disse Núria.
- Olá meninas. Então, vieram à festa? – perguntou Preciosa.
- Fomos à praia e só depois é que vimos a festa – respondeu Dânia.
- Já viram as diversões? – perguntou Preciosa.
- Já vimos o escorrega e os insufláveis – respondeu Núria.
- Então, vamos começar pelo labirinto. Lá têm de procurar o caminho certo para salvar a princesa – disse Preciosa.
 - Eu quero ir – disse Dânia.
Sem dificuldades, Dânia e Núria percorreram o labirinto e salvaram a princesa, recebendo em troca dois peluches.
Em seguida, foram ao carrossel mágico, à casa dos espelhos, aos insufláveis e terminaram no escorrega.
Quando se preparavam para regressar a casa, Bochechas aproximou-se trazendo consigo dois fatos brancos, semelhantes aos dos astronautas.
- Amigas. Não vão embora sem experimentar a batalha colorida – disse Bochechas.
- O que é isso? – perguntou Núria.
- É uma espécie de batalha onde, as vossas armas vão estar carregadas de cores – respondeu Bochechas.
Vestindo os fatos, Núria e Dânia riram felizes e preparadas, começaram a batalha na companhia de outras crianças.
Atingindo outros e sendo atingidas, as irmãs adoraram a diversão e ao despirem os fatos não conseguiam parar de sorrir.
Enquanto descansavam um bocado, Bochechas apareceu com outro palhaço.
- Estava-me a esquecer de vos apresentar o Orelhas – disse Bochechas.
- Olá – disse Orelhas, sorrindo.
- Olá – disseram as irmãs.
- Estarei doido ou estou a ver duas meninas iguais!? – perguntou Orelhas.
- Nós somos gémeas. Eu sou a Núria e ela é a Dânia – disse Núria.
- Ufa! Pensei que estava a ficar doido – disse Orelhas.
- Agora, eu e o Orelhas queremos mostrar-vos uma coisa – disse Bochechas.
A seguir, Bochechas e Orelhas começaram a encher balões e a dar-lhes a forma de flores.
Oferecendo-as às gémeas, Orelhas começou a cantar e, aos poucos começaram a aproximar-se outras pessoas. Ao longo da festa, todos se divertiram e as irmãs nunca mais esqueceram tudo o que tinha acontecido.

terça-feira, 7 de junho de 2016

O Piquenique no Bosque

   Numa manhã de sol brilhante, os irmãos Miriam e Daniel acordaram felizes e com muita vontade de se divertirem. Enquanto jogavam á macaca, a mãe Filomena aproximou-se.
- Hoje está um dia tão bonito que não podem ficar em casa – disse a mãe.
- Pois está – concordou Daniel.
- Porque não aproveitam para dar um passeio? – perguntou Filomena.
- Sim. Podemos ir brincar nos baloiços – disse Daniel.
- Porque não fazemos um piquenique? Podemos convidar o Pedro, a Cátia, a Sónia, o Gonçalo, a Ana e o Luís e é muito mais divertido – disse Miriam.
- Acho uma óptima ideia. Convidem-nos que eu vou preparar o cesto para levarem – disse Filomena.
  Na sala, os irmãos ligaram aos amigos e convidaram-nos felizes.
  Depois na cozinha, ajudaram a mãe e com muito cuidado, prepararam o cesto. Nesse momento, o pai Xavier apareceu e vendo todo aquele trabalho, ficou a observá-los.
- Que estão a fazer? – perguntou ele.
- Estamos a preparar um cesto para irmos fazer um piquenique com os nossos amigos – respondeu Miriam.
- Fazem muito bem. Está um dia fantástico – disse Xavier.
Minutos depois, Miriam e Daniel encontraram-se com os amigos e felizes, dirigiram-se para o parque do bosque.
   Lá, escolheram um espaço rodeado de árvores e começaram o piquenique.
   Enquanto comiam, bebiam e se divertiam ouviram um ruído semelhante ao chiar e, ao olharem para o céu, viram inúmeros pássaros a sobrevoá-los.
   Momentos depois, estes começaram a pousar.
   Continuando piquenique, tudo estava maravilhoso.
   Pouco depois, dois esquilos aproximaram-se e também eles se juntaram ao piquenique.
   Também um veado ainda pequeno se reuniu aos outros animais e segundos depois, foi a vez de um texugo.
   Cada vez mais felizes, Miriam, Daniel e os restantes amigos estavam a adorar o piquenique e começaram a cantar. Foi então que, de um momento para o outro todos os animais começaram a bater palmas.
   Envolvidos naquela diversão, Daniel viu um coelho branco escondido atrás de um arbusto.          Aproximando-se, tocou-lhe nas orelhas que abanaram instantaneamente.
   Vendo o irmão quieto, Miriam aproximou-se.
- Que se passa? – perguntou Miriam.
- Está aqui um coelho muito bonito – respondeu Daniel.
Miriam aproximou-se ainda mais.
- É mesmo bonito – disse Miriam.
- Vamos levá-lo para perto de nós – disse Daniel.
Já no espaço do piquenique, todos os restantes amigos se divertiam com os animais e, entre brincadeiras e risadas a diversão era muita.
Ao verem Daniel e o coelho, aproximaram-se.
- Tão bonito – disse Sónia.
- E fofinho – disse Gonçalo, tocando-lhe.
- Parece um peluche – disse Cátia.
- Só apetece abraçar – disse Luís.
Com o piquenique quase a terminar, um castor aproximou-se e começou a roer um pedaço de madeira, provocando assim um ruído.
Segundos depois, também um canário apareceu e começou a cantar o que, com a mistura daqueles sons tão diferentes, originou uma melodia muito bonita.
Continuando a diversão, todos se sentiam felizes e divertidos.
Momentos depois, o papagaio Tinoco apareceu com umas flores no bico e a agitar as asas. Enquanto largava as flores no ar, os animais fizeram uma roda e começaram a dançar.
Vendo aquilo, os irmãos juntaram-se à roda e, o que ia ser um simples piquenique tornou-se numa festa cheia de amizade e alegria.

quarta-feira, 11 de maio de 2016

O Pequeno André

Numa manhã, André de 9 anos levantou-se e foi brincar para a sala. Enquanto se divertia, a mãe Dolores aproximou-se a sorrir.
- Filho. Fui á nova escola fazer a matricula – disse Dolores.
- Como é a escola? – perguntou André.
- É grande. Tem muitas salas, um campo para correr e saltar e muitas outras coisas – respondeu Dolores.
Nesse momento, o pai Cristóvão aproximou-se.
- Pai! A mãe foi á nova escola matricular-me – disse André.
- Pois. Agora que estás quase um homenzinho, tens que ir para outra escola – disse Cristóvão.
Feliz, André ocupou o resto do dia com brincadeiras e diversões.
Os dias foram passando e, o primeiro dia de aulas chegou.
Ao atravessar o portão principal, André sentiu-se estranho e com um bocado de medo. Apertando a mão da mãe, viu que a escola era muito mas, muito maior do que a primária o que, era um pouco assustador.
Durante a aula de apresentação, André ficou a conhecer os colegas e a escola.
Nos dias que se seguiram, tudo parecia fácil e maravilhoso mas, André estava sempre sozinho.
Mais alguns dias se passaram e tudo continuava igual.
Numa tarde durante uma aula, todos os alunos saíram para o recreio com o objetivo de apanharem flores e assim, conhecerem-nas melhor.
Terminada a tarefa, regressaram á sala de aula e lá, começaram a identificá-las e a distribui-las por uma cartolina. Enquanto trabalhavam, André tentava dar o seu melhor.
No dia seguinte quando chegou à escola, André viu que outros alunos o olhavam e cochichavam com sorrisos maldosos.
Seguindo para as aulas, André tentou esquecer tudo mas, o acontecido não lhe saía da cabeça.
Ao regressar a casa, André estava muito calado e pensativo o que fez com que Dolores desconfiasse que algo tinha acontecido.
Na manhã seguinte na hora do intervalo, enquanto os colegas jogavam ao berlinde, André olhava-os calado. Nesse momento, dois rapazes começaram à bulha.
Assustado, André afastou-se e foi sentar-se num banco do recreio.
Os dias foram passando e tudo continuava igual para André que, se sentia sozinho.
Numa manhã, enquanto esperava pela professora, André ouviu alguns colegas falarem.
- Olha prás calças dele – disse um, apontando para André.
 - E os sapatos!? Parecem daqueles que o meu avô calça – disse outro.
Quando a professora chegou, André entrou na sala, triste e calado. Atento, à aula, tentava aprender o máximo mas, em certos momentos, a conversa dos colegas era lembrada.
Mais alguns dias passaram e numa manhã, a diretora da turma interrompeu a aula, acompanhada por um menino.
- Meus alunos. Hoje, vamos conhecer o Diogo, o vosso novo colega – disse a diretora.
Nesse momento, todos os alunos olharam para o menino.
- O Diogo é da vossa idade e espera aprender muito – disse a diretora.
Continuando calado, Diogo sentou-se sozinho numa mesa no fundo da sala.
Chegado o intervalo, os alunos saíram da sala e, tanto André como Diogo foram para locais afastados dos colegas e terminado o dia, regressaram às suas casas.
Dias depois durante uma aula, todos os alunos foram para o jardim recolher plantas diferentes e variadas.
Escolhendo as mais bonitas, não só André mas também Diogo continuavam sozinhos. Perto do final da atividade, ao passar perto de outros colegas, André deixou cair o material que tinha recolhido. Tentando apanhá-lo rapidamente, André viu um colega calcar as suas plantas e só conseguiu apanhar uma em boas condições.
Já na sala, enquanto os colegas mostravam as plantas que tinham recolhido, André sentia vergonha por só ter uma.
Nesse momento, Diogo aproximou-se.
- Tenho muitas plantas e podes ficar com estas – disse Diogo, entregando-lhe algumas flores.
- Obrigado – agradeceu André com vergonha.
Depois da tarefa terminada, já no intervalo, André aproximou-se de Diogo.
- Se não fosses tu, nunca tinha conseguido fazer o trabalho – disse André.
Olhando para o amigo, Diogo sorriu.
- Onde moras? – perguntou Diogo.
- Moro numa aldeia aqui perto – respondeu André.
- Eu moro longe. Todos os dias, demoro mais de uma hora no caminho – disse Diogo.
- Porque vieste para esta escola? – perguntou André.
- Perto de minha casa não há escolas – respondeu Diogo.
Numa tarde, depois de acabarem um trabalho de grupo, todos os alunos se prepararam para regressar às suas casas. Ao pé do portão da escola, todos entravam nos carros dos pais mas, Diogo não tinha ninguém á sua espera.
Pouco depois, o pai Cristóvão chegou com o seu carro e, no momento em  que André se preparava para entrar, olhou Diogo.
- Quem é aquele menino? – perguntou ele.
- É o meu colega Diogo – respondeu André.
- Então e não vai para casa? – perguntou Cristóvão.
- Ele diz que mora muito longe e por isso, está á espera que o venham buscar – respondeu André.
- Já é quase noite. Chama-o que eu levo-o a casa – disse Cristóvão.
De regresso a perto do amigo, André viu-o muito sério a olhar para o relógio.
- Anda comigo. O meu pai, leva-te a casa – disse André.
Aproximando-se do carro, Diogo não sabia se devia aceitar ou não o transporte. Percebendo isso, Cristóvão saiu do carro.
- Não tenhas medo. Entra que eu levo-te – disse Cristóvão.
Apesar do medo, Diogo entrou no carro.
- Onde moras? – perguntou Cristóvão.
- Eu moro na Chicholina – respondeu Diogo.
Durante o trajeto, André olhava atento para as casas e a chegar à Chicholina, Diogo indicou a casa onde morava que, estava em muito más condições.
No caminho de regresso a casa, Cristóvão viu que André estava muito pensativo.
- Que se passa? – perguntou ele.
- Nada – respondeu André.
- Eu sei que passa. Conta-me o que é – pediu Cristóvão.
- Estava a pensar no Diogo. A casa dele está tão estragada que, parece que vai cair a qualquer momento – disse André.
- Pois é, filho. Nem todas as pessoas vivem em casas boas e bonitas. Muitas, apenas têm uma casita simples – disse Cristóvão.
- Óóoooooo!!! – exclamou André.
Algumas semanas depois, tudo continuava igual na escola.
Uma manhã durante o recreio, Diogo caiu e magoou-se num joelho.
Sem conseguirem contactar os pais de Diogo, André que assistia a tudo, aproximou-se.
- Liguem para o meu pai. Ele pode vir buscá-lo e levá-lo ao médico – disse André.
Depois de pensar um pouco, o professor Ernesto viu que Diogo precisava mesmo de ir ao hospital para curativos e, ele mesmo levou-o até lá.
Na semana seguinte, Diogo continuou a faltar à escola e numa tarde, André pediu ao pai que o levasse até casa do colega. Lá, André foi recebido pela mãe de Diogo que o levou até ao quarto do filho.
- Olá Diogo – disse André.
- Olá – disse Diogo.
- Então!? Porque não vais à escola? – perguntou André.
- Estou com ligaduras no joelho e não posso andar – respondeu Diogo.
- Mas, é grave? – perguntou André.
- Não. Mas tenho que estar quieto e evitar andar – respondeu Diogo.
- Vais ver que ficas bom depressa – disse André, sorrindo.
- Só é pena que vou ficar com a matéria atrasada – disse Diogo.
- Eu peço aos meus pais e venho cá trazer-ta – disse André.
- Fazes isso? – perguntou Diogo.
- Claro que sim. E ajudo-te a aprendê-la – respondeu André.
- Obrigado – agradeceu Diogo.
Nos dias que se seguiram, André ia diariamente visitar o amigo e como tinha prometido, explicava-lhe o que tinha aprendido e assim, estudavam juntos.
Duas semanas depois, André continuava a ajudar Diogo e, a amizade entre ambos era cada vez mais forte.
Numa manhã de fim de semana, ao chegar a casa de Diogo, André bateu à porta. Ao entrar, viu Diogo sentado no sofá com um grande sorriso de felicidade.
- Estás melhor? – perguntou André.
- Sim. Já tiraram as ligaduras e só lá tenho uma espécie de fita – respondeu Diogo.
- Que bom – disse André.
- Prá semana, se tudo correr bem já volto á escola – disse Diogo.
- Ainda bem – disse André.
- Pois. Mas, vou ter que usar muletas durante algumas semanas – disse Diogo.
- Eu ajudo-te – disse André.
Dias depois, ao chegar à escola, André viu Diogo e aproximou-se dele.
- Ainda bem que já voltaste. Estou farto de estar sempre sozinho – disse André.
- E eu estava farto de estar sempre parado – disse Diogo.
Com o passar dos dias, André e Diogo estavam cada vez mais companheiros e a amizade entre ambos, crescia de dia para dia.

A partir daí, a solidão deixou de existir e André e Diogo, agora amigos inseparáveis, partilhavam os momentos da vida.

quarta-feira, 6 de abril de 2016

O Veado Bebé

         Numa manhã de sol, os irmãos Dânia de 8 anos e João de 10 brincavam felizes. Enquanto se divertiam, a mãe Rute aproximou-se.
         - Filhos. A avó Zezinha ligou a convidar-vos para irem passar uns dias com ela – disse Rute.
         - Eu vou. Adoro a avó Zezinha – disse Dânia.
         - Eu também – disse João.
         - Então, vamos preparar tudo o que têm que levar – disse Rute.
         Enquanto arrumavam as mochilas, os irmãos estavam muito felizes e animados.
         - Adoro ir para casa da avó. Lá, podemos correr, saltar e muitas outras coisas - disse João.
         - Eu também. Adoro os passeios no monte entre as flores e as árvores – disse Dânia.
         Depois de estar tudo pronto, Rute levou os filhos até casa da avó e deixou-os muito felizes.
         - Olá netos – disse a avó Zezinha.
         - Olá avó – disseram os netos ao abraçá-la.
         - Como a primavera chegou e sei que, adoram brincar no monte, decidi convidar-vos para passarem cá uns dias – disse Zezinha.
         - Obrigado, avó – disse João.
         Durante o resto do dia, Dânia e João divertiram-se muito e à noite, não conseguiam esconder a felicidade que sentiam.
         - Então, netinhos. O que fizeram? – perguntou Zezinha.
         - Corremos, saltámos e apanhámos estas flores – disse Dânia, mostrando dois malmequeres e uma papoila.
         - São muito bonitas – elogiou Zezinha.
         - Pois são – concordou João.
         Com a chegada da noite, os irmãos foram para o quarto e prepararam-se para dormir. A meio da noite, ambos acordaram com um barulho esquisito parecido com choro.
         Assustados, levantaram-se e a correr foram até ao quarto da avó.
         - Avó!!! Que barulho é aquele!? – perguntou Dânia.
         - Já à algumas noites que se ouve esse barulho mas, não sei de onde vem nem o que é que o provoca – respondeu Zezinha.
         - Podemos dormir contigo? – perguntou João.
         - Claro que sim – respondeu Zezinha.
         Agora já deitados perto da avó, Dânia e João adormeceram sem medo.
         Na manhã seguinte ao acordarem, os irmãos lembraram-se do que tinha acontecido durante a noite e foram para o alpendre da casa, brincar.
         À tarde, brincaram perto de um grande castanheiro e viram algumas borboletas coloridas que pareciam dançar.
         Durante a noite, o barulho repetiu-se e foi tudo igual à anterior.
         De manhãzinha ao acordarem, os irmãos foram prá cozinha e viram a avó a regar as flores.
         - Avó. Nós vamos tentar saber o que faz os barulhos que ouvimos à noite – disse João.
         - Vão. Mas, tenham cuidado para não caírem – disse Zezinha.
         Depois de darem algumas voltas à casa sem encontrarem nada que pudesse provocar o barulho, decidiram ir ao monte. Ao chegarem lá, recomeçaram a ouvir o barulho.
         Guiados pelo som, chegaram a um amontoado de flores e viram que um veado bebé estava lá deitado. Pegando-lhe cuidadosamente, os irmãos observaram-no atentamente e viram que uma das patas estava bastante ferida.
         A correr, Dânia regressou a casa e encontrou a avó sentada num cadeirão.
         - Avó! Encontrámos um veado bebé que está doente – disse Dânia.
         - Doente, como!? – perguntou Zezinha.
         - Tem uma pata cheia de feridas e não consegue andar – respondeu João.
         - Vamos até lá – disse Zezinha.
         Já ao pé do veado, Zezinha observou a pata com muita atenção.
         - Temos que levar o veado para casa. Ele precisa de alguns curativos e lá, podemos ajudá-lo – disse Zezinha.
         Pegando-lhe cuidadosamente, Zezinha regressou a casa com os netos. Lá, começaram por limpar e desinfetar as feridas que estavam cheias de musgo e de outras ervas. Terminada essa primeira parte, fizeram os curativos o melhor que sabiam e deitaram o veado numa cesta de palha.
         Os dias foram passando e numa manhã, João e Dânia viram que as feridas do veado estavam curadas.
         Recomeçando aos poucos a andar, o veado estava muito feliz e contente.
         Uma tarde, a avó Zezinha aproximou-se.
         - Netos. Como sabem, o veado já está bom e precisa voltar para o seu habitat natural – disse Zezinha.
         - Ohhhhhhhh! – exclamaram os netos.
         - Tem que ser – disse Zezinha.
         - Mas ele está tão feliz aqui – disse Dânia.
         - Pois está. Mas, precisa de algumas coisas que não tem aqui em casa – disse Zezinha.
         - O quê!? – perguntou João.
         - Precisa de espaço para correr e saltar, de natureza e o mais importante de tudo é a companhia dos outros animais – respondeu Zezinha.
         Nesse momento, Dânia foi até à caixa de costura da avó e tirou de lá um bonito laço vermelho que pôs no pescoço do veado.
         - Antes de nos despedirmos, temos que lhe dar um nome – disse Zezinha.
         - O nome é Bani – disse Dânia.
         - Sim – concordou João.
         No caminho para o monte, os irmãos tocaram várias vezes em Bani e, chegaram ao local onde o tinham encontrado. Lá, soltaram-no e ficaram a vê-lo afastar-se livre e feliz.
         De regresso a casa, Dânia e João sentiam-se tristes por Bani por Bani ter ido embora.
         - Foi tão bom ter tomado conta do Bani – disse João.
         - Pois foi. Já estou com muitas saudades – disse Dânia.
         No dia do regresso a casa, os irmãos estavam muito tristonhos.
         - Que se passa? Porque estão tão tristonhos? – perguntou Rute.
         - Nunca mais vamos ver o Bani, o veado – respondeu Dânia.
         - Pode ser que sim – disse Rute.
         Alguns dias depois, Rute foi ao correio e tirou de lá um envelope grande. Abrindo-o, tirou de lá uma foto de Bani onde estava escrito:
                  “O Bani está feliz, a crescer e a tornar-se um veado cada vez mais bonito.”

         Felizes, os irmãos levaram a fotografia para o quarto e penduraram-na parede onde a viam todos os dias e recordavam Bani.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

A casa do arco-íris

        Uma manhã, enquanto os raios de sol furavam as nuvens, Mili de 9 anos escolhia a boneca com que iria brincar. Depois de escolher, levou-a para o sofá e começou a brincar.
Algum tempo depois, a mãe Elisa aproximou-se.
- Filha. A avó Custódia está a fazer umas mudanças e pediu para a ires ajudar – disse Elisa.
- Iuppi!!! Já tenho saudades da avó – disse Mili.
Feliz, Mili saiu a correr e começou o trajeto que a levaria até casa da avó.
Ao chegar à praça Chililica, Mili viu uma casa muito bonita com as cores do arco-íris. Sem saber a quem pertencia, Mili ficou a observá-la muito curiosa.
Algum tempo depois, a porta abriu-se e saíram de lá três anões, muito sorridentes a cantar.
Estes, ao verem Mili a observá-los, aproximaram-se.
- Olá – disseram todos.
- Olá – respondeu Mili.
- Como te chamas? – perguntou um.
- Eu chamo-me Mili. E vocês? – apresentou-se ela.
- Eu sou o Golas – disse o primeiro.
- Eu, o Dumpa – disse o segundo.
- E eu sou o Tocas – disse o terceiro.
- Moram aqui à muito tempo? – perguntou Mili.
- Não. Estamos cá à uma semana – respondeu Golas.
- A vossa casa é muito bonita – disse Mili.
          - Obrigada. É a casa arco-íris – disse Dunga.
- Tenho que ir embora. A avó Custódia está à minha espera – disse Mili.
Já em casa da avó, Mili ajudou-a a arrumar diversas coisas e no regresso a casa, parou novamente em frente à casa dos anões. Segundos depois, ouviu um barulho parecido com as ondas do mar e foi para casa.
Dias depois, Mili voltou a passar em frente à casa dos anões e eles felizes cantavam.
Pulamos e saltamos
        Corremos e dançamos
        Rimos felizes
        Parecemos uns petizes.
        Mili fazia os possíveis para ir todos os dias à casa mas, às vezes isso era impossível o que a entristecia.
Num fim de semana, após alguns dias sem conseguir ir à casa do arco-íris, Mili decidiu ir até lá. Ao chegar à praça Chililica, Mili olhou para a casa mas esta estava igual a todas as outras. Sem imaginar a causa do arco-íris ter desaparecido, Mili aproximou-se e bateu à porta.
Alguns segundos depois, Dumpa abriu-a.
- Olá – disse ele.
- Olá – disse Mili.
- Para onde foi o vosso arco-íris? – perguntou ela.
- Não sei – respondeu Dumpa.
No momento em que Dumpa acabou de falar, um grande pássaro preto pouso no telhado da casa e começou a agitar as asas.
- Que assustador!!! – exclamou Mili.
Dumpa começou a agitar os braços tentando afastar o pássaro mas, foi tudo em vão pois ele continuou no telhado.
Minutos depois, ouviu-se um grande barulho semelhante a uma explosão e o pássaro levantou voo apressado.
A tremer, Mili olhou para Dumpa e viu-a a chorar.
- Tem calma. Não chores – disse Mili.
- O pior está a acontecer. A feiticeira tinha razão quando disse que a nossa vida ia mudar – disse Dumpa a chorar.
- Que feiticeira!? – perguntou Mili.
- A feiticeira que foi morar para a nossa antiga casa – respondeu Dumpa.
- Conta isso melhor – pediu Mili.
- Foi assim. À uns dias, quando estávamos todos divertidos a brincar, uma bruxa apareceu e disse que tínhamos que sair da casa. Nós não queríamos mas, ela olhou-nos furiosa, disse umas palavras esquisitas e riu-se. A seguir, disse que a nossa vida ia mudar e que íamos deixar de ser amigos – disse Dumpas.
Nesse momento, o anão Rupas apareceu a correr.
- Dumpa!!! O Golas está a discutir com o Jita – disse ele.
- Porquê!? – perguntou Dumpa.
- Desapareceu a concha que ele tem como amuleto e ele pensa que foi o Jita que a escondeu – respondeu Rupas.
- Tenho que lá ir resolver o problema – disse Dumpa.
- Também posso ir? – perguntou Mili.
- Podes – respondeu Dumpa.
Ao entrarem na casa, Mili viu um grande caixote cheio de roupas de variadas cores.
- Que roupas tão coloridas – disse Mili.
Descendo as escadas, Golas segurava outro caixote.
- Não quero as roupas do Jita no meu quarto – disse Golas atirando o caixote para o chão.
Sentado no sofá, Jita chorava.
  - Isto tem que se resolver. Golas e Jita, venham aqui para conversarmos – disse Dumpa.
Aproximando-se aos encontrões, Golas e Jita sentaram-se em frente de Dumpas.
- Vamos resolver isto. Nós sempre fomos amigos e não podemos deixar que um amuleto nos estrague a amizade – disse Dumpas.
Enquanto olhavam uns para os outros, o anão Tocas apareceu.
- Estava a arrumar alguns livros e encontrei lá esta concha. É vossa? – perguntou Tocas.
Rapidamente, Golas levantou-se e pegou na moeda, feliz.
- Pensei que tinha perdido o amuleto para sempre – disse ela.
Olhando para Jita, Golas aproximou-se dele e deu-lhe um grande e forte abraço.
- Estão a ver. A nossa amizade é tão grande que, não podemos deixar que acabe – disse Dumpas.
A partir desse dia, a amizade entre todos ficou ainda mais forte e todos os anões ficaram ainda mais felizes.

O medo da Cristal

  O dia estava a nascer e ao mesmo tempo, o país das fadas despertava. Enquanto algumas fadas faziam os seus voos matinais, outras abriam a...