domingo, 9 de outubro de 2022
Uma doce corrida
quinta-feira, 1 de setembro de 2022
A estufa fantástica
sábado, 6 de agosto de 2022
O campo de férias
Numa pequena casa da rua Chochó, Bruno de 10 anos levantou-se e depois de tomar o pequeno-almoço, foi para a sala jogar computador. Pouco depois, a mãe Ana aproximou-se acompanhada por Miguel, um amigo do filho.
- Está aqui o teu amigo. Divirtam-se.
- Olá Miguel.
- Vim fazer-te um convite.
- Que convite?
- Na próxima semana, vou para um campo de férias e, queria perguntar-te se também queres ir?
- Não quero.
- Mas aquilo é muito divertido. De certeza que ias gostar.
- Acho que não.
Nesse momento, a mãe entrou na sala.
- Então, o que estão a fazer?
- Eu estava a convidar o Bruno para ir comigo ao campo de férias.
- De certeza que ele vai adorar.
- Não vou, não!
- Quantos dias são?
- É uma semana.
- É pouco tempo.
- Não é nada pouco tempo!
- Lá, é tudo tão divertido que, o tempo passa a correr.
- Com tanta diversão, passa a voar.
- Todos os dias são diferentes. As atividades são muito engraçadas e ias adorar.
- Mas, não me apetece.
- Gostava tanto que fosses. Podíamos brincar e fazer muitas coisas.
- Prefiro ficar em casa a jogar computador.
Nesse momento, a mãe que entretanto se tinha afastado, regressou.
- O Bruno vai adorar a experiência.
Em silêncio, Bruno olhou muito sério para a mãe que, desviou o seu olhar.
- Vai ser uma aventura. Quando era nova, adorava esse dias.
- Que bom que o Bruno vai.
Sem falar, Bruno correu para o seu quarto onde fechou a porta com muito estrondo e durante o resto do dia, não saiu do quarto. À hora de jantar, o pai Lucas foi até lá e bateu à porta.
- Bruno. Deixa-me entrar.
Apesar de contrariado, Bruno abriu a porta e deixou o pai entrar.
- Então, filho! O que se passa?
- A mãe quer que eu vá para um campo de férias com o Miguel e outras pessoas mas, eu quero ficar em casa.
- Mas, porque não queres ir?
- Oh! Lá não há televisão nem computador para eu passar o tempo.
- Nisso tens razão. Não há tecnologia mas, tenho a certeza que há atividades muito mais interessantes e divertidas.
- Mas, eu não gosto de atividades.
- Vou-te fazer uma proposta. Vais durante quatro dias experimentar e, depois se quiseres vir para casa, eu vou-te buscar.
Bruno olhou pensativo para o teto.
- Está bem. Mas, tens mesmo que me ir buscar.
- Está bem. Palavra de pai!
Poucos segundos depois, a mãe apareceu.
- Estivemos a conversar e, o nosso filho vai experimentar o campo de férias.
- Mas, se eu não gostar, vocês vão-me buscar.
- Sim. Mas, tenho a certeza que depois, não vais é querer vir para casa.
- Vou já ligar ao Miguel a dizer que também vais e, a perguntar o que precisas levar.
Rapidamente, Ana fez o telefonema e pouco depois voltou ao quarto do filho.
- Já falei com ele e amanhã, vou preparar tudo o que tens que levar.
Depois de jantar, o Bruno deitou-se e adormeceu.
De manhãzinha ao acordar, o Bruno viu uma grande mochila ao lado da sua cama e viu também a mãe a mexer na sua roupa.
- O que estás a fazer?
- Estou a acabar de preparar o que tens de levar para o campo de férias.
- Chegam dois pares de calças e duas t-shirts.
- Nada disso. Levas calções de praia, boina, chinelos, protetor solar, toalha e outras coisas mais.
- Mas, não são precisas tantas coisas.
- Por precaução, também vou buscar uma lanterna.
Durante o resto do dia, o Bruno esteve sempre fechado no quarto, a jogar computador.
Os dias foram passando e, chegou o momento da viagem. A meio da manhã, uma carrinha parou na berma da estrada e apitou. Miguel saiu e foi chamar o amigo.
- Vamos! Traz a mochila e vamos divertir-nos.
- Está bem.
Pouco animado, o Bruno entrou na carrinha e sentou-se no último banco que, era o único que estava livre.
Depois de alguns quilómetros, chegaram a um local onde existia um lago, árvores e ainda, uma rocha que parecia um cão sentado. Nesse momento, um rapaz e uma rapariga mais velhos aproximaram-se.
- Muito bom dia a todos!
“Bom dia!”
- Eu sou a Joana a vossa monitora e nestes dias, vou tentar divertir-vos ao máximo.
- E eu sou o monitor João que vos informa que, a partir de hoje, só é permitida diversão.
- Neste primeiro dia, vamos instalar-nos e aproveitar o lago.
Então, cada um escolheu uma tenda e, depois de lá guardarem as mochilas, reuniram-se com os monitores.
- Agora que já estão instalados, vamos fazer o batismo no lago.
“O que é isso!?”
- O batismo no lago é uma espécie de ritual onde, todos temos que entrar na água e lá, à vez, molharmos a cabeça de um colega.
- Vão então às tendas vestir os equipamentos de banho.
Desanimado, o Bruno foi à tenda preparar-se e ao regressar para perto dos monitores, viu que os colegas já estavam na água.
- Vá Bruno! Só faltas tu.
Então, o Bruno entrou no lago e a atividade de batismo começou.
À vez, cada um dos participantes escolheu um colega e foi molhar-lhe a cabeça até que, o Bruno era o único que ainda não tinha sido batizado nem batizado ninguém. Por essa razão, Joana aproximou-se silenciosamente e, molhou a cabeça do Bruno, batizando-o.
- Agora que já terminámos, vamos divertir-nos.
Foi então buscar uma bola insuflável e atirou-a a Bruno que, aos poucos e poucos começou a participar na brincadeira.
Terminada a atividade, começaram a ouvir um barulho parecido com o de um galo a cantar.
- Rapaziada, agora temos que ir comer alguma coisa. Vamos ver se o João já preparou o almoço ou, se ainda o temos que arranjar.
Já fora de água, viram uma toalha de piquenique estendida e em cima dela, umas belas sandes de atum.
- Vamos comer que, ainda temos muito que fazer.
Bruno comeu a sua sandes sem falar com ninguém e, ficou a olhar para um pássaro de bico vermelho que, muito ocupado fazia o seu ninho.
- Esse bico-de-lacre é muito bonito.
- Pois é.
- Sou o Pedro e, adoro pássaros.
- Eu sou o Bruno mas, não percebo nada do assunto.
- Se quiseres, eu posso dizer-te algumas coisas.
- Está bem.
Enquanto isso, Joana e João aproximaram-se.
- Vamos agora fazer uma caminhada. Depois deste almoço, temos que perder as calorias que comemos.
- Vamos lá.
Ao longo da caminhada, Bruno ia conversando com com o amigo e, aos poucos, começou a sentir-se mais à vontade.
Os dias foram passando e, ocupado com corridas, exploração de grutas, mergulhos e brincadeiras no lago, o campo de férias estava a acabar.
- Amigos e amigas, chegou o momento em que temos que nos despedir do campo de férias.
- Foram uns dias cheios de aventura e adrenalina que, não vão ser esquecidos por nenhum de nós.
- Vamos tirar uma foto de grupo e, ficam já convidados para participarem no próximo campo de férias. Certo!?
“Certo!!!”
Depois da despedida, foram levados para as suas casas e, ao chegar à sua, Bruno abraçou os pais muito sorridente.
- Olá filho. Como estás?
- Olá. Estou ótimo.
- Estamos a ver que sim.
- Pois.
- Gostaste da experiência?
- Ao principio não estava a gostar muito mas, depois fiz lá um amigo e foi muito bom.
- Ainda bem. Estamos muito orgulhosos de ti.
- Porquê!?
- Porque nunca pensámos que conseguisses estar lá até ao fim.
- A partir de hoje, vou ser diferente.
- Mesmo!?
- Sim. E, quero ir no próximo campo de férias.
- Nunca pensámos ouvir-te a dizer isso.
- Mas é verdade.
A partir desse dia, o Bruno começou a ir todos os dias reunir-se com a rapaziada e a ser feliz.
terça-feira, 5 de julho de 2022
terça-feira, 21 de junho de 2022
Um cão especial
“Au!!Au!!”
Minutos depois, a dona Ernestina aproximou-se.
- Boa tarde, Ambrósio.
- Precisar até preciso.
- Então diga. Talvez a possa ajudar.
- A minha netinha vai hoje lá a casa e, queria dar-lhe uma prenda. Mas, não sei o quê.
- Que idade é que ela tem?
- Tem 2 anos e meio.
- Com essa idade, as crianças gostam de coisas coloridas. Acho que tenho ali um livro indicado para ela.
- Mostre-me.
Ambrósio virou-se e alguns segundos depois, mostrou à dona Ernestina um livro com capa fofa e colorida onde, as personagens podiam ser mudadas de lugar.
- Neste livro, para além das cores garridas, ela pode mexer em tudo sem qualquer perigo.
- É o que vou levar. Obrigado.
Depois da venda, Ambrósio voltou a ficar sozinho com o cão.
Minutos depois, chegaram à praça duas crianças que a correr, subiram para a borda do repuxo. Pouco tempo depois, ouviu-se um “splash”, seguido do barulho de algo a bater na água “tchap!tchap!” Nesse momento, o cão começou a correr e a ladrar e, ao chegar ao repuxo, saltou lá para dentro. Então, mordeu o carapuço da criança e puxou-lhe a cabeça para fora de água. Ambrósio aproximou-se a correr e pegou na criança, tirando-a para fora.
Nesse momento, a mãe das crianças aproximou-se a correr.
- João!!! João!!!
- O seu filho está aqui. Molhado e assustado mas, bem.
- Oh! Obrigado. Muito obrigado.
- O agradecimento não é para mim mas sim, para este cão.
- Como!?
- Isso mesmo. Este rafeiro foi a primeira ajuda que o seu filho teve.
- Isso é impossível.
- Não é não. Ele, assim que percebeu que o seu filho precisava de ajuda, correu para cá e saltou lá para dentro onde, pelo carapuço , puxou a cabeça do menino para fora de água. Eu, apenas o tirei para fora.
- O meu João, foi salvo por um cão. Parece uma história.
Já mais calmo, João abraçou o cão.
- Mãe, podemos ficar com ele?
- Se o dono deixar.
- Ele não tem dono. Só costuma estar aqui a fazer-me companhia.
- Então, podemos?
- Claro que sim.
- Boa!!
- Que nome lhe vão dar?
- Já sei!
- Então?
- O quiosque é o Pinguinhas e ele, vai ser o Pingas.
- Boa ideia.
- Só quero pedir uma coisa.
- O quê!?
- De vez em quando, venham cá com ele para que fique a saber as noticias do mundo.
Todos se riram felizes e assim, o Pingas encontrou uma família que o passeava e levava ao quiosque onde Ambrósio o recebia muito feliz.
terça-feira, 26 de abril de 2022
O segredo do quarto trancado
O sol espreitava por entre as nuvens e aos poucos, os irmãos Diogo e Simão de 10 e 11 anos acordavam com muita preguiça. Minutos depois, levantaram-se e o gato deu um mio. - Bom dia Ginjas. Depois de se prepararem, foram até à cozinha onde a mãe Matilde preparava o pequeno-almoço. - Bom dia rapaziada. - Bom dia, mãe. - Tomem o pequeno almoço que, eu tenho que ir a casa da tia Julieta. - Para quê!? - Vocês sabem que a tia às vezes tem ideias malucas e hoje, às 6:00 da manhã telefonou a dizer que tinha que limpar e arrumar os armários da sala. - Mas, porquê!? - O porquê não sei. Mas, sei que ela, quando mete uma ideia na cabeça, não à quem lha tire. - Podemos ir e ficar no pátio a brincar com as engenhocas do tio Bartolomeu? - Claro que podem. Mas, têm que se despachar. - Eu já acabei. - Eu também. - Então, vamos. Alguns minutos depois, ao chegarem perto da casa, viram o tio Bartolomeu a mexer num velho guarda--chuva enferrujado. - Olá tio. - Olá sobrinhos. - O que está a fazer? - Estou a tentar arranjar uma armadilha para afastar uns cães que à noite, vêm cá e espalham as minhas ferramentas. - Não era mais fácil se o tio as arrumasse dentro da oficina. - Até podia ser mas, eu já estou tão habituado a não ter nada arrumado que, depois ainda ia ser mais difícil lembrar-me dos sítios onde estavam. - Está bem. O tio é que sabe. Entrando em casa, Diogo e Simão aproximaram-se da tia. - Olá sobrinhos. - Olá tia. - Tenho na cozinha um bolo acabado de sair do forno e que vos está a chamar. Vão até lá e provem-no. - Obrigado. Enquanto iam para a cozinha, ouviram um estrondo parecido com o de vidros a partir. Olharam para todos os lados mas, só viram uma grande cortina encostada à parede. Curiosos, arredaram-na e viram uma porta de madeira preta. Tentaram abri-la mas, a maçaneta não rodou nem um milímetro. Pouco depois, a mãe e a tia aproximaram-se. - O que se passa? - Ouvimos um barulho parecido com o de vidros a partir mas, só aqui está esta porta trancada. - Não deve ter sido nada de importante. - Tia, mas o barulho veio mesmo daqui. - Então, não vamos mesmo saber o que foi. - Porquê!? - Desde que me lembro de ser gente, esta porta nunca foi aberta. Quando era mais nova, procurei a chave mas, nunca a encontrei. - Oh! - Pois é. - Podemos procurar a chave? - Poder podem. Mas, não se entusiasmem muito pois, cá para mim, a chave não existe. - Que estranho. - É mesmo. Depois da tia se afastar, os irmãos começaram a procurá-la. Viram nos armários, nas louças, nas estantes de livros e até abanaram as almofadas, não estivesse a chave lá dentro mas, nada. Já um pouco desanimados, os irmãos sentaram-se. - Será que a porta não tem mesmo chave? - Para que queriam uma porta se não a abriam!? - Vamos ao pé dela. - Sim. Pode ser que as chaves apareçam por magia. - Já agora, caíam do tecto. - Não gozes. - Era uma ideia. - Ok. Vamos lá. Ao chegarem à porta, olharam para todos os cantos, recantos mas, nada. Com o desânimo a aumentar, Simão encostou-se à parede e sem querer, tocou num quadros de madeira que, caiu. No momento em que se baixavam para o apanhar, viram que preso à moldura, estava uma chave de ferro. Sorridente, Diogo apanhou-a e experimentou abrir a porta com ela. Depois de rodar a chave, a fechadura fez um “click” e abriu-se. Os irmãos entraram no espaço e, com a ajuda da luz dos telemóveis, viram vários vestidos muito bonitos. Saíram do espaço e foram ter com a tia Julieta. - Tia! Conseguimos abrir a porta! - Abriram a porta!? - Sim. Vamos lá. - É melhor levarmos uma lanterna. - Tenho ali uma. Vou buscá-la. Entraram e, com a luz da lanterna, viram vestidos maravilhosos e, vidros no chão. - Olhem os vidros que ouvimos partir. Parece que foi um candeeiro. - Sim. E olhem também pare estes vestidos que parecem de princesas. - Estou agora a lembrar-me de uma conversa que ouvi em pequena. - Que conversa!? - Um dia, os meus pais contaram-me uma história onde havia uma princesa que não era vaidosa e que, deu os seus melhores vestidos à sua melhor amiga, como agradecimento pela amizade. - Quem era a melhor amiga? - Pelo que estou a perceber agora, a melhor amiga era a minha avó, vossa bisavó. - Como é que ela se chamava? - Ela era a Bernardina e, sempre me disse que ter amigos é uma das maiores riquezas do mundo. - E é mesmo. - Não ter amigos é muito triste. - Por essa razão, não os abandonem nem afastem pois, os amigos são aqueles que confiam em nós e, em quem podemos confiar os nossos maiores segredos.
O medo da Cristal
O dia estava a nascer e ao mesmo tempo, o país das fadas despertava. Enquanto algumas fadas faziam os seus voos matinais, outras abriam a...
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A chuva caía e aos poucos, o dia começava a nascer. No momento em que o grande sino da igreja batia as 8:00, quase toda a aldeia P...
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O sol estava a nascer e aos poucos, furava as nuvens. Numa casa da rua Rabisco, Simão de 11 anos acordou e quando se começou a vestir, senti...
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O sol já brilhava com muita força e quando o relógio marcava as 8:50, Diogo de 9 anos acordou. - Mãe! Pai! Venham cá! No quart...